RODOVIAS PRIVATIZADAS Padilha admite rever contratos no PR Ministro dos Transportes disse ontem que experiência realizada nos Estados do Sul não satisfaz exigências do governo federal Eliseu Padilha: ‘‘Em outros Estados resultado tem sido melhor’’ Edinelson Alves De Brasília O ministro dos Transportes, Eliseu Padilha, admitiu, ontem, durante depoimento no Congresso sobre o programa de privatização de rodovias, que poderá ser revisto o contrato de concessão firmado entre a União e o governo do Paraná para exploração das rodovias. Padilha disse que nos três Estados do Sul – Paraná, Santa Catarina e Rio Grande Sul – foi feita uma experiência pioneira de concessão que não está satisfazendo as exigências feitas pelo governo federal. O ministro esclareceu que o que ocorreu no Paraná não foi determinado pelo governo federal. Ele transferiu toda responsabilidade para a esfera estadual. Padilha também afirmou que em outros Estados, onde o processo de concessão foi diferente da região Sul, para exploração da iniciativa privada, o grau de satisfação dos usuários é bem superior. O senador Osmar Dias (PSDB-PR), autor do requerimento de convocação do ministro, justificou que o pedido foi motivado pela falta de conhecimento sobre o programa e lamentou que a população também não esteja informada a respeito do processo de privatização das rodovias. Após ouvir as considerações de Padilha, ele disse estar consciente de que a tarifa alta no Paraná é da responsabilidade do governo do Estado. Osmar afirmou que não está reclamando apenas do preço da tarifa, mas também das obras de melhorias das estradas que ainda não foram realizadas. Para o senador paranaense, mesmo o ministro dos Transportes tendo criticado os abusos que estão sendo cometidos no Paraná, a quebra de contrato de concessão com o governo do Estado só irá ocorrer se a sociedade organizada transferir toda sua insatisfação e indignação para os gabinetes das autoridades federais em Brasília. ‘‘A sociedade paranaense, que tanto tem discutido a questão da alta do pedágio dentro do Estado, precisa definir se quer esse rompimento do contato. Em caso afirmativo, o caminho seria entrar com uma ação para que o Ministério dos Transportes possa rever o contrato’’, afirmou. O senador disse desconfiar se as concessionárias estão interessadas no aumento do pedágio. ‘‘Para as empresas, está muito bom esse elevadíssimo faturamento sem a realização de obras’’, ironizou.

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