Arquivo FolhaPaulo Renato não revelou os termos do acordo a ser assinado com os EUAO ministro da Educação, Paulo Renato Souza, garantiu ontem que o acordo entre Brasil e Estados Unidos na área de educação, a ser assinado durante a visita do presidente norte-americano Bill Clinton, não causará mudanças curriculares no sistema educacional brasileiro. ‘‘Será apenas uma cooperação em sistemas de avaliação e em programas de ensino à distância, não vai provocar nenhuma interferência dos Estados Unidos no nosso sistema de ensino’’, disse Paulo Renato.
O acordo, segundo Paulo Renato, prevê também a intensificação do intercâmbio de alunos brasileiros para os EUA para cursos de graduação e pós-graduação e em pesquisa. O ministro não quis revelar detalhes sobre o memorando de entendimentos a ser assinado entre os dois países. ‘‘Os detalhes serão divulgados pelos presidentes’’, justificou.
Na quarta-feira, data dedicada ao professor, o Ministério da Educação vai distribuir aos professores de 1ª a 4ª séries 600 mil cópias do Parâmetro Curricular Nacional, uma espécie de guia do MEC sobre as disciplinas. O documento contém dicas para o professor, como referências sobre autores de livros didáticos, e orientações sobre as disciplinas regulamentares - português, matemática, ciências, estudos sociais, educação física e artes.
Além disso, o MEC incluiu no guia informações sobre cinco assuntos que o ministro definiu como ‘‘temas transversais’’: meio ambiente, ética e cidadania, pluralidade cultural, educação para a saúde e educação sexual. ‘‘Há uma tendência moderna na educação de tratar de temas mais vinculados à formação do cidadão não como matérias específicas’’, afirmou o ministro. ‘‘Temas como ética e cidadania, por exemplo, estão mais do que nunca presentes no cotidiano das pessoas’’, disse.

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