Pacto com os EUA não muda ensino, diz Souza
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sexta-feira, 10 de outubro de 1997
Agência Estado Rio 
Arquivo FolhaPaulo Renato não revelou os termos do acordo a ser assinado com os EUAO ministro da Educação, Paulo Renato Souza, garantiu ontem que o acordo entre Brasil e Estados Unidos na área de educação, a ser assinado durante a visita do presidente norte-americano Bill Clinton, não causará mudanças curriculares no sistema educacional brasileiro. Será apenas uma cooperação em sistemas de avaliação e em programas de ensino à distância, não vai provocar nenhuma interferência dos Estados Unidos no nosso sistema de ensino, disse Paulo Renato.
O acordo, segundo Paulo Renato, prevê também a intensificação do intercâmbio de alunos brasileiros para os EUA para cursos de graduação e pós-graduação e em pesquisa. O ministro não quis revelar detalhes sobre o memorando de entendimentos a ser assinado entre os dois países. Os detalhes serão divulgados pelos presidentes, justificou.
Na quarta-feira, data dedicada ao professor, o Ministério da Educação vai distribuir aos professores de 1ª a 4ª séries 600 mil cópias do Parâmetro Curricular Nacional, uma espécie de guia do MEC sobre as disciplinas. O documento contém dicas para o professor, como referências sobre autores de livros didáticos, e orientações sobre as disciplinas regulamentares - português, matemática, ciências, estudos sociais, educação física e artes.
Além disso, o MEC incluiu no guia informações sobre cinco assuntos que o ministro definiu como temas transversais: meio ambiente, ética e cidadania, pluralidade cultural, educação para a saúde e educação sexual. Há uma tendência moderna na educação de tratar de temas mais vinculados à formação do cidadão não como matérias específicas, afirmou o ministro. Temas como ética e cidadania, por exemplo, estão mais do que nunca presentes no cotidiano das pessoas, disse.


