Londrina - Nos últimos anos, a ''saúde'' do Sistema Único de Saúde (SUS) foi questionada em várias ocasiões em muitos municípios. Em fevereiro, a FOLHA mostrou a interrupção de atendimento pelo SUS em duas Santas Casas no Estado que acumulavam deficits milionários. Em Londrina, usuários criticavam a falta de médicos e as filas nos postos e no Pronto Atendimento Municipal, que tinham a dengue como ingrediente extra.
Como saída emergencial, o Executivo londrinense lançou o ''Pacotão da Saúde'', no qual estão inclusos contrato emergencial com clínicas e gratificação aos médicos. As medidas parecem ter tido pouco resultado prático. Há duas semanas, uma audiência pública reuniu todas as oscips e empresas que terceirizam as consultas. Na ocasião, conselheiros e representantes da comunidade exigiam explicações sobre a qualidade do serviço, já que estariam faltando médicos, e o detalhamento da execução dos contratos firmados, ou seja, as atividades que cada uma é responsável, bem como os pagamentos.
Hoje, o diretor-executivo Marcio Nishida garante que a situação junto às terceirizadas está regularizada, com algumas ressalvas. ''O maior problema está na empresa que oferece plantões de pediatria, que não conseguiu cumprir o contrato. Caso isso não seja feito, o pagamento não será realizado.''
Segundo ele, todo o serviço terceirizado é pago com dinheiro do Município. ''Só o Programa Saúde da Família custa mais de R$ 1,3 milhão. Mas somente R$ 811 mil vêm da União. O restante, R$ 552 mil, nós que arcamos. O mesmo acontece com o serviço do Samu, que custa R$ 575 mil. Destes, R$ 149 mil são recursos federais e outros 74,5 mil estaduais. O Município deu a contrapartida de mais de R$ 352 mil em janeiro'', detalha.(M.T.)

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