Pacientes utilizaram duas cápsulas por dia
Para que fosse possível um controle da ingestão de betaglucana, a opção foi encapsular o nutriente. Por isso as leveduras foram escolhidas como fonte. Da farinha resultante da extração da substância foram produzidas cápsulas, e cada paciente precisava ingerir duas diariamente, por 45 dias.
A opção pelas cápsulas, explica a nutricionista Clísia Mara Carreira, coordenadora do estudo, também teve outro motivo - evitar a ingestão de alimentos em um público que já sofre com náusea por causa da quimioterapia. Hoje, a recomendação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) é um consumo mínimo de três gramas de betaglucana por dia para ação efetiva na redução do colesterol e melhora da parte metabólica, mas quando a nutricionista iniciou a pesquisa ainda não havia essa determinação. ''Escolhemos, então, prescrever duas cápsulas, o mesmo que um grama de betaglucana''.
Metade do grupo de mulheres recebeu a betaglucana e a outra recebeu cápsulas de gelatina. O objetivo era verificar alterações no colesterol e lipídeos no sangue, melhora dos sintomas de náusea, vômito, mal estar e alterações intestinais (diarreia ou constipação), e o estresse oxidativo. ''O grupo que recebeu a betaglucana referiu menos intensidade dos efeitos colaterais em relação ao que recebeu a proteína. As respostas à substância são individuais, mas, em média, 65% relataram redução das queixas de náusea e diarréia, contra 35% do outro grupo'', relata. (C.P.)





