Maringá - ''Estamos em uma situação muito difícil, não temos estrutura, faltam equipamentos''. A frase do superintendente do Hospital Universitário de Maringá, José Carlos Amador, resume a situação da instituição. Uma consequência imediata da falta de estrutura é a demora na realização de cirurgias.
Na segunda-feira, sete pacientes do HU de Maringá que aguardavam para ser submetidos a cirurgias ortopédicas, inclusive uma mulher de 81 anos, precisaram ser transferidos para outros hospitais da região. ''Dois pacientes foram levados ao Hospital Metropolitano, em Sarandi, dois para o Santa Rita e três até a Santa Casa, ambos de Maringá'', informou o secretário municipal da Saúde, Antonio Carlos Nardi.
A transferência aconteceu depois que a Promotoria Especial de Defesa da Saúde Pública conseguiu uma liminar na 4Vara Cível que obrigava o HU a realizar as operações em até 72 horas.
Até serem transferidos os pacientes aguardavam nos corredores do HU. Alguns esperavam há praticamente um mês. De acordo com Amador, o HU possui duas salas de cirugia e ''apenas uma é capacitada para fazer cirurgias ortopédicas, mas não as de alta complexidade, pois faltam equipamentos.'' Segundo Nardi, os pacientes serão operados nos próximos dias.
Para evitar que casos semelhantes se repitam, o HU planeja criar uma câmara técnica, composta por profissionais da saúde, para analisar a estrutura do hospital e verificar exatamente quais procedimentos o HU é capaz de fazer.

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