Pacientes relatam demora de até cinco meses para consulta
A copeira Madalena Soares, 57, desabafa sobre a lentidão no atendimento do posto de saúde do Conjunto Habitacional Aquiles Stenghel. "Muito demorado. Tem que ter paciência de Jó e mais um pouco", comenta. A UBS (Unidade Básica de Saúde) conta atualmente com dois médicos: um é cubano. Madalena veio do Jardim Catuaí para atendimento no Aquiles, mas ela lembra que a UBS também atende parte do Conjunto Habitacional Maria Cecília e Jardim Primavera, além do próprio Conjunto Aquiles Stenghel. "Você marca uma consulta e vai ser atendido em quatro, cinco meses. Você morre, apodrece, tiram-lhe os ossos e a consulta ainda não chegou", revolta-se.
A copeira conta que procurou a consulta em janeiro mas que só teria vaga para atendimento em abril. "Se eu marco uma consulta eu quero para agora, se for para esperar quatro meses fico com dor mesmo", expõe.
Junto de Madalena Soares está Helena Amador, 64, do lar. Ela foi em dezembro do ano passado no posto de saúde agendar uma consulta, que foi marcada para esta quarta-feira (16). "O Belinati [Marcelo] falou que ia colocar médico, cadê os médicos?", questiona Soares. Ambas concordam que os pacientes carecem com a falta desses profissionais. "Tem que falar para o Marcelo vir aqui se consultar no Aquiles", argumenta a copeira.
A diretora de atenção primária da Secretaria de Saúde de Londrina lembra que atualmente os pacientes podem esperar muito tempo por uma consulta eletiva nesses lugares, mas que o município tenta se adequar com o remanejamento de profissionais. "O atendimento fica demorado, temos que puxar um profissional daqui, outro dali, até que venha outro médico", explica. (I.F.)





