Pacientes precisam conhecer limites da lipo
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quinta-feira, 18 de agosto de 2005
Luciana Pombo<br>Equipe da Folha 
Curitiba- Os fracassos no uso da lipoaspiração ocorrem por causa da falta de habilidade dos médicos em discutirem com os seus pacientes. A opinião é do papa da lipoaspiração mundial, o médico francês Yves Gerard Illouz, esteve ontem participando em Curitiba do Curso Internacional de Videoendoscopia e Procedimentos Mínimos Invasivos em Cirurgia Plástica.
Todos os pacientes precisam estar cientes de que a lipoaspiração obedece a um limite. Apenas 7% do peso corporal de uma pessoa pode ser retirado. O que significa que pessoas muito obesas não podem ser submetidas a esta técnica. ''É preciso ter um limite. Este é o grande problema que acaba trazendo riscos na lipoaspiração que é uma técnica segura e desenvolvida em todos os países do mundo. Tem limites de quantidade e qualidade. Quando se quer demais, tem que se admitir riscos. É importante também procurar sempre um médico especialista. Se a busca for por um amador por causa do preço, está se admitindo riscos'', ponderou o especialista, que desenvolveu a técnica usada mundialmente há 28 anos.
Illouz diz que retirar a gordura de um paciente é fácil. O difícil e por isso a necessidade de um especialista é saber exatamente qual a medida máxima que pode ser retirada. ''É como um escultor de pedra. Ele pode fazer o desenho básico na pedra. Os contornos só podem ser feitos depois por um especialista. Ou a obra fica imperfeita'', analisou. As células gordurosas, que podem ser retiradas do corpo, acumulam-se em várias regiões do corpo. Principalmente na cavidade abdominal inferior (região da barriga, abaixo do umbigo). Na medida em que a pessoa envelhece, o depósito de gordura nesta região fica maior formando saliências mais ou menos aparentes. Nos quadris aparecem os famosos culotes.
Nestes casos, a lipoaspiração é a técnica mais eficaz. O métido consiste na introdução de uma cânula metálica no subcutâneo, que ligada a um aparelho de fazer vácuo, aspira quantidades de gordura. ''Não fica cicatriz. Usamos um espaço de quatro milímetros ou pouco mais. A pele fica um pouco flácida no início, mas vai se recuperado e retraindo gradualmente'', contou o especialista. A acomodação da pele demora de pessoa para pessoa: entre 30 dias e um ano. Illouz afirma que a pessoa não terá mais problemas na região onde a gordura excessiva foi retirada. ''A gordura não volta mais para o mesmo lugar. Pode ir para outro, se a paciente voltar a ganhar peso''.
Apesar de os homens já estarem buscando os serviços de embelezamento, as mulheres ainda são maioria. Noventa por cento das cirurgias estéticas são feitas em mulheres com idades a partir de 16 anos.


