Pacientes fazem denúncias contra o cirurgião
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sexta-feira, 31 de janeiro de 2003
Eduardo Athayde<br> Agência Folha 
São Paulo - Ontem à tarde, duas pacientes do médico Farah Jorge Farah foram ao 13º DP (Casa Verde) para denunciar supostos assédios sexuais cometidos pelo cirurgião plástico.
Um deles teria ocorrido em janeiro de 1993, na clínica de Farah, em Santana (zona norte). De acordo com a telefonista Sandra Maria Pinto Sampaio, 40 anos, ela foi ao médico para realizar uma cirurgião de redução de mama e, durante a operação, foi beijada no rosto pelo cirurgião.
''Eu senti um cheiro de laranja. Na hora achei impossível o médico operar chupando uma fruta. Contei o fato ao meu marido mas chegamos à conclusão de que poderia ser uma alucinação provocada pela anestesia. Mas como esse caso de esquartejamento veio à tona, tenho certeza de que estava certa'', disse a telefonista.
Segundo Sandra, a cirurgia deixou graves sequelas. ''Tenho cicatrizes horríveis pelo corpo. Fiquei deprimida e depois da operação engordei 33 kg'', disse.
Silmara Marin, outra suposta vítima de Farah, disse que em 1999, também durante uma cirurgia, o médico teria passado o pênis dele no seu rosto. ''Espero que a Justiça seja feita'', afirmou.
De acordo com o delegado-titular do 13º DP, Ítalo Miranda Júnior, as possíveis vítimas do cirurgião plástico não procuraram antes a polícia porque temiam ser desacreditadas.
''Temos que deixar claro que o homicídio e a ocultação de cadáver de Maria do Carmo e as denúncias de abuso são investigações paralelas'', afirmou Miranda Júnior.


