Pacientes denunciam demora e caos no HU
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sexta-feira, 06 de julho de 2012
Lúcio Flávio Moura <br>Reportagem Local 
Londrina - Corredores lotados de macas, pacientes gritando de dor, parentes rogando por atendimento, falta de leitos e cirurgiões. Na recepção, espera, muita espera. Na noite de ontem no pronto-socorro do Hospital Universitário de Londrina, a saúde pública mais uma vez estava sendo reprovada pelos usuários. Por todos os lados, havia indignação e desespero.
''Lá dentro a situação é muito grave. Há superlotação nos corredores, faltam macas, as pessoas estão desesperadas e ficam tensas, até violentas. Isso é uma rotina no HU, mas hoje a situação está realmente muito grave'', disse um funcionário que não quis se identificar.
A situação no maior hospital público do interior do Estado foi denunciada por uma mulher, que não quis se identificar, e que se deparou com o atendimento caótico após sua mãe ser transferida do Hospital da Zona Norte com princípio de infarto.
A reportagem visitou o PS às 19 horas e tentou contato com o setor administrativo, mas um funcionário disse que o hospital não iria se manifestar sobre a superlotação. A assessoria de imprensa também não foi localizada. Enquanto isso, parentes do lado de fora relatavam o descaso com os pacientes alojados nas áreas reservadas e a falta de previsão de atendimento. Muitos deles disseram que haviam chegado de manhã, outros no início da tarde.
Chorando muito, a encarregada de cobrança Marcilene Chiliga, de 42 anos, moradora do Jardim Cláudia (Zona Sul), aguardava uma boa notícia sobre o estado de saúde da sua irmã, a dona de casa Regiane Cristina, 30. ''Ela está sentindo dores muito fortes por causa das sessões de quimioterapia. Desde as 11 horas está lá e nada de atendimento. É muito sofrimento.''
Na sala de espera, outras histórias de mau atendimento. A dona de casa Claudia Duarte dos Santos, 41, estava na fila havia 13 horas. ''Tenho problema cardíaco e minha circulação não está boa. Estou toda inchada'', reclamava.


