Agência Estado
Do Rio
O presidente da Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD), Jorge Luiz Gross, defendeu ontem a municipalização do tratamento da doença no País como forma de diminuir a carência de médicos especialistas nesse serviço. Segundo dados da SBD, existem hoje no Brasil 6 milhões de diabéticos e apenas 2 mil profissionais capacitados para o tratamento da doença. ‘‘Vamos lançar uma campanha para municipalizar a saúde dos diabéticos porque é importante evitar a evolução das complicações da doença, que é frequente no País, apesar de considerada pouco grave’’, disse Gross.
O médico estará no Rio no domingo para participar do 15º Congresso Nacional de Secretários Municipais da Saúde, evento que começa hoje no Riocentro e termina na segunda-feira. Gross afirma que já conversou sobre o assunto com o ministro da Saúde, José Serra, que teria se comprometido a disponibilizar os medicamentos necessários para o atendimento exclusivo de diabéticos em postos de saúde das capitais do País. A SBD ficaria responsável pelo treinamento dos médicos, trabalho que deverá ser feito por meio de cartilhas.
‘‘O custo será mínimo, praticamente desprezível’’, disse o médico. Ele pretende formar centros estaduais de referência, para onde seriam encaminhados os casos mais graves. Os especialistas treinados pela SBD trabalhariam em postos de saúde dos municípios do interior para realizar o diagnóstico da doença, que é feito por meio de um simples exame da taxa de glicose no sangue. Gross explica que os principais sintomas da diabetes são: sede elevada, aumento do volume de urina, perda de peso e embaralhamento da visão. Ele diz, porém, que muitas vezes esses sintomas não aparecem. Daí a necessidade do exame de sangue.
A diabetes é causada, geralmente, por alguma predisposição genética. No entanto, pode ocorrer também em consequência do aumento de peso ou de um estilo de vida sedentário. As complicações decorrentes da doença podem levar, em casos extremos, à amputação de membros e à perda da visão.

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