Londrina – O governo do Estado pretende construir uma espécie de "casa de acolhimento" para pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS) que vêm de outras cidades em busca de atendimento médico em Londrina. A unidade viria suprir a falta de local para abrigar os usuários, que muitas vezes ficam horas na rua à espera do transporte para voltar para casa.
Londrina recebe, em média, 2,8 mil pessoas todos os dias. Elas viajam em 70 ônibus ou vans. São pacientes da macrorregião que vêm à cidade para consultas médicas, realização de exames clínicos ou outros tipos de tratamento.
A casa de repouso teria investimento de cerca de R$ 3 milhões e deve ficar em um terreno público localizado na Avenida Arthur Thomas, na zona oeste. As negociações entre prefeitura e Estado estão adiantadas. "Nós vamos apresentar áreas ao governo para definir essa questão, já que tem que atender uma série de questões", salientou o prefeito Alexandre Kireeff.
"O que a gente precisa fazer é humanizar e dar mais condições para aquelas pessoas que se dirigem a grandes centros para ter atendimento de saúde. A ideia até é ter algum tipo de prestação de serviço. A gerência, para controlar o sistema de limpeza, segurança e controle de funcionários, ficaria com o Cismepar (Consórcio Intermunicipal de Saúde)", explicou o secretário estadual de Saúde, Michele Caputo Neto.
"Vai ser um ambiente com ar-condicionado, televisão, cadeiras, bancos e macas. Imaginamos até um telecentro para uso de internet. As pessoas com problemas de saúde, em vez de ficarem nas ruas, vão ter um ambiente agradável até retornarem as suas cidades de origem", explicou o secretário de Desenvolvimento Urbano do Paraná, Ratinho Junior. Este modelo também pode ser estendido para Maringá, Cascavel e Ponta Grossa.

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