Sem dúvida, a mastectomia profilática é a tentativa de prevenção mais radical. Os médicos não são contra nem a favor. Eles a indicam como uma das alternativas e, na maioria das vezes, só para mulheres que se encaixem em determinados grupos de risco.
Um deles, aquelas que pertencem ao chamado Modelo de Gail, uma espécie de cálculo para identificar o perfil. Entre os principais pontos de avaliação do Modelo de Gail, a idade da paciente, a data da primeira menstruação - quanto mais cedo, nos dois casos, maior o risco - e a idade da primeira gestação - quanto mais tarde, menos proteção.
O histórico familiar também faz parte do Gail. Um parente de primeiro grau que teve câncer de mama antes dos 35 anos, dois parentes próximos com menos de 40, três com menos de 50 ou uma pessoa que tenha tido câncer na mama e nos ovários na família são alguns dos principais sinais de alerta.
''A pessoa pode achar que com a mastectomia profilática radical está 100% protegida, mas nem assim está'', diz Mário Mourão Neto, mastologista do Hospital do Câncer, em São Paulo. Ainda restam cerca de 10% de risco, já que não se retira todo o tecido mamário. A sensibilidade térmica e tátil é preservada, mas a erógena é perdida, além disso, há o risco de complicações, como plásticas malfeitas, necroses e descoloração de mamilo.
''Na cirurgia preventiva, as chances de preservação da camada superficial da pele dos mamilos e do músculo da mama são maiores em relação à mastectomia'', explica Luiz Antônio Lopes Silveira, secretário-geral da Sociedade Brasileira de Mastologia. O esvaziamento, em geral, é feito por meio de cortes parecidos com os da cirurgia de diminuição dos seios: ou em volta do mamilo ou embaixo da mama. O preenchimento é feito na maioria das vezes com silicone ou gordura abdominal. (Agência Estado)

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