Paciente trocou remédio e economiza 50% por mês
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sexta-feira, 22 de setembro de 2000
Emerson Cervi De Curitiba 
Em Curitiba, os poucos usuários de genéricos aprovam, mas reclamam do número reduzido de medicamentos disponíveis no mercado. Os farmacêuticos dizem que a culpa é da desinformação dos clientes e até mesmo de médicos que continuam receitando marcas comerciais de medicamentos que têm princípio ativo genérico.
Segundo a farmacêutica Maria de Lurdes Gomes de Castro Soares, a principal barreira para o avanço dos genéricos é que os médicos não estão fazendo a indicação desse tipo de produto. Eles podem até não estar informados, mas as receitas chegam às farmácias apenas com indicação do nome comercial, mesmo quando existe o genérico.
Elcir Saldanha, 52 anos, precisa usar remédio para hipertensão permanentemente. Desde que o princípio ativo Maleato entrou no mercado, ele deixou de comprar a marca comercial. Com isso, estou conseguindo uma economia de mais de 50% nos gastos com comprimidos por mês, conta. A marca comercial que ele usava antes custa R$ 31,00, enquanto o genérico sai por R$ 15,00.
Mas o usuário tomou cuidados antes de fazer a troca. Em primeiro lugar ele conversou com o médico sobre a troca. Depois pesquisei o laboratório para saber se era confiável, conta. Testei e como o genérico fez os mesmos efeitos que o remédio antigo, não tive dúvidas em fazer a substituição.
As pessoas que precisam tomar medicamentos contínuos são as mais beneficiadas pelos genéricos. Até o ano passado, por exemplo, um dos remédios mais usados por pacientes com úlcera era o Antac, cuja caixa de 20 comprimidos custa R$ 24,40. O princípio ativo do Antac, ramitidina, está sendo vendido como genérico por R$ 10,70 a caixa com 20 comprimidos. A diferença é tão grande que os laboratórios convencionais estão oferecendo descontos de até 30% no preço da marca comercial.


