O tratamento é baseado em sessões de ‘‘treinamento’’, como define pesquisadora, em que o paciente aprende a controlar a ansiedade, conhecer seus limites, definir prioridades e metas. ‘‘Se não há meta, tudo parece urgente’’, diz Marilda. São necessárias 15 sessões de terapia, de 50 minutos cada uma, para reabilitar o doente, sem utilização de remédios. As sessões ocorrem semanalmente e são complementadas com ‘‘lição de casa’’.
Num dos exercícios, o paciente é posto para conversar com um gago e ouvir atentamente tudo o que ele diz, sem interrompê-lo. Ele também é orientado a percorrer espaços andando lentamente e a segurar objetos sem aplicar força sobre eles. Entre as lições de casa, uma é nunca atravessar o sinal amarelo. ‘‘Se atravessar, o paciente tem de dar a volta no quarteirão para passar de novo pelo mesmo semáforo’’, conta Marilda. Monitorar-se para ouvir pacientemente o que os outros têm a dizer, sem interrompê-los, comer e andar lentamente são medidas que devem ser adotadas pelos apressados.
‘‘O treinamento é baseado na terapia cognitiva-comportamental’’, diz Marilda. Os resultados são geralmente positivos, comenta. Mais informações sobre o Leps ou o Centro de Controle do Estresse podem ser obtidas no site www.estresse.com.br.

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