As atividades de reabilitação podem ser em grupo ou individuais e acontecem no mínimo uma vez por semana. Utilizam calendários, agendas e cartazes como formas de orientação no espaço e no tempo. Para o resgate de informações, são usados textos, discussões e figuras. Os pacientes são treinados para atividades do dia-a-dia como atender ao telefone e preparar a agenda de compromissos. Há ainda espaço para atividades de entretenimento, como incentivo para que eles contem suas histórias de vida.
A memória remota dessa pessoas, aquela que guarda fatos do passado, como as lembranças da infância, é uma das últimas áreas a ser afetada pela doença. Por isso eles têm as recordações de anos atrás preservadas.
Estudos feitos no país mostraram que a estratégia, associada aos remédios, trouxe resultados até melhores do que o uso isolado de drogas em pacientes com a doença leve e moderada. Um trabalho apresentado pela equipe da neuropsicóloga Jacqueline Abrisqueta-Gomez, coordenadora-clínica do Sari (Serviço de Atendimento e Reabilitação do Idoso) da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo), durante o 3º Congresso Mundial de Reabilitação Neurológica, em abril, confirmou resultados de estudos internacionais com pacientes brasileiros. Eles apresentaram melhora das funções cognitivas e da qualidade de vida. Trabalho semelhante feito no Hospital das Clínicas de São Paulo mostrou a redução de estados ansiosos e depressivos.

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