Paciente agride funcionária de centro médico
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quinta-feira, 10 de novembro de 2011
Rubens Chueire Jr.<BR>Equipe da Folha 
Curitiba - Uma funcionária do Centro Municipal de Urgências Médicas (CMUM) do bairro Sítio Cercado, em Curitiba, foi agredida por uma mulher que acompanhava um paciente na noite de terça-feira (8), por volta das 22 horas. Após esperar por quase 4 horas pelo atendimento, ela partiu para cima da atendente e foi contida por guardas municipais e encaminhada para uma delegacia. A mulher foi liberada na manhã de ontem.
A Prefeitura de Curitiba informou que ela será indiciada por danos ao patrimônio, lesão corporal e desacato à autoridade. Apesar da agressão, a atendente da unidade 24 horas não ficou ferida.
Segundo um dos médicos que atende no local e que não quis ser identificado, nos últimos dias dois profissionais que estavam na escala faltaram, ocasionando a demora no atendimento. ''Normalmente a espera é de até 3h, mas ontem os pacientes aguardavam até 4h para serem atendidos'', disse o profissional. Na tarde de ontem, ainda sem dois médicos da escala, a espera no CMUM estava em torno de 2h até 2h30, informou.
A prefeitura, entretanto, apresentou outra situação. De acordo com o coordenador-técnico do serviço de urgência e emergência da Secretaria Municipal de Saúde, Luis Girardello, não houve falta de médicos no CMUM. Ele também afirmou que o caso do parente da mulher não era de urgência. A prioridade nos CMUMs, segundo o médico, é para atendimento de pacientes com risco de morte e, nestes casos a espera dura 5 minutos. ''A prefeitura abomina qualquer tipo de agressão. Isto não pode ocorrer em nenhum caso. Normalmente a espera acontece mas não passa de 1 hora nos casos mais simples. O problema é que pacientes que não estão em situação de urgência vão até o local e isso faz com que o atendimento demore'', afirmou.
Paralisação
Os médicos que atendem nos CMUMs vão entrar em greve no próximo dia 21, segundo o Sindicato dos Médicos do Paraná (Simepar), porque as negociações com a prefeitura não avançaram. A categoria reivindica melhor remuneração e condições de trabalho, além de mais segurança para os profissionais.
O sindicato divulgou nota oficial sobre o caso de agressão, afirmando que ''a violência é resultante da revolta da população que espera horas por atendimento médico''.


