O Paraguai viveu uma crise que ainda não se resolveu, com o caso do general Lino Oviedo. Apontado como responsável por uma tentativa de golpe contra o presidente Juan Wasmosy, Oviedo surgiu como o principal favorito nas eleições de maio, no país. Lançado candidato pelo Partido Colorado, Oviedo enfrentou uma forte reação de Wasmosy, do mesmo partido, mas seu inimigo. Em março, Oviedo conseguia provocar um processo contra Oviedo que acabou condenado a 10 anos de prisão, como responsável pelo frustrado golpe de estado.
Assumiu a candidatura presidencial o seu vice, Rául Cubas, que acabou eleito, em maio. Tomou posse em agosto e, em um de seus primeiros atos, Cubas revogou a prisão de Lino Oviedo.
A decisão provocou forte reação, tanto entre os membros do Partido Colorado como na oposição. Apesar de tudo, porém, Cubas não cedeu. Oviedo voltou à ação política, tentando conquistar a presidência do Partido Colorado.
Uma corte de Justiça acabou com a festa, confirmando a sentença de Oviedo e exigindo sua volta à prisão. O presidente Cubas não aceitou a decisão, considerando-a ilegal. Oviedo anunciou por seu turno que não volta à prisão. A crise institucional, no Paraguai, continua.
Curiosamente, um ex-golpista retorna ao cenário, como presidente: é Hugo Chávez, eleito na Venezuela, e que agora tenta melhorar sua imagem, insistindo que pretende seguir a trilha da democracia.

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