Oviedo insiste em voltar ao Paraguai, diz advogado
Montevidéu, 11 (AE-AP) O advogado paraguaio Carlos Galeano, um dos assessores jurídicos do general da reserva Lino César Oviedo, disse que não conseguiu convencer o militar a desistir de sua idéia de retornar ao Paraguai, onde não "tem nenhum tipo de garantia" e "corre perigo", informou ontem (10) o jornal La República de Montevidéu.
"O general Oviedo manifestou seu desejo de voltar a seu país e apresentar-se à Justiça para mostrar ao mundo que não tem nenhuma ligação com os fatos dos quais é acusado injustamente", disse o advogado, referindo-se ao assassinato do vice-presidente Luis María Argaña, em março.
Galeano disse que seu cliente, asilado em Buenos Aires, tem confiança de que ao voltar ao Paraguai "terá a garantia de sua segurança por meio do povo que está a seu lado". Ele também pretende pedir à comunidade internacional que acompanhe todo o processo judicial.
Em depoimento à agência de notícias Dyn, o também advogado do general afirmou que seu cliente quer evitar a deterioração das relações entre Argentina e Paraguai, abaladas pela recusa do governo argentino em extraditá-lo a pedido de Assunção.
"Oviedo não quer causar problemas ao presidente Carlos Menem", afirmou o advogado.
Em Buenos Aires, o presidente Menem defendeu o direito de asilo político de Oviedo e pediu ao Paraguai que faça o mesmo para que se encontre uma solução para a controvérsia entre os dois países. Segundo Menem, sua decisão de conceder asilo ao ex-general paraguaio livrou o país vizinho de "uma guerra civil e da ruptura da ordem democrática".
Em uma carta aberta ao povo paraguaio divulgada ontem à noite, Menem sutenta que a solução do conflito bilateral desatado em virtude de sua negativa em extraditar Oviedo, somente será possível "quando o Paraguai der mostrar de respeito à Argentina e a seu presidente".





