Buenos Aires, 31 (AE-REUTERS) - Mais de 40 policiais participam do fortíssimo esquema de segurança montado pelo governo argentino para dar proteção ao general da reserva paraguaio Lino Oviedo - pivô da crise que causou a renúncia do presidente paraguaio, Raúl Cubas, no domingo. "A custódia policial será mantida enquanto o governo entender que existe algum perigo para a sua segurança", afirmou o ministro do Interior argentino, Carlos Corach. "Se considerarmos a situação política do Paraguai hoje, temos de levar em conta que não se pode descartar a hipótese (de um atentado) completamente", disse hoje (31) o chefe de polícia federal Pablo Baltazar García.
Oviedo, que deixou seu local de detenção em Assunção minutos antes da renúncia de Cubas e chegou à Argentina num avião particular, recebeu asilo político do governo do presidente Carlos Menem na segunda-feira. Ele está hospedado numa fazenda de um amigo de Menem na Província de Buenos Aires. Opositores argentinos criticam a concessão do asilo.
Acusado de liderar um fracassado golpe de Estado em 1996 e apontado por seus adversários políticos como o responsável pelo assassinato do vice-presidente paraguaio, Luis María Argaña, no dia 23, Oviedo tinha se entregado ao comando da Guarda Presidencial para cumprir sentença de 10 anos de prisão na semana passada. A libertação que possibilitou sua fuga para a Argentina foi determinada pelo último decreto firmado por Cubas antes da renúncia.

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