Assunção, 23 (AE-REUTERS) - O ex-general golpista Lino Oviedo, acusado hoje (23) por políticos de ter ordenado o assassinato do vice-presidente Luis Maria Argaña, disse que lamentava o crime e expressou condolências a seus familiares.
"O fato lamentável enche meu coração de sombras, porque se fomos adversários... nunca neguei meus sentimentos fraternos e minha admiração pela estirpe patriótica... de quem em vida foi o mais alto expoente dos ideais nacionalistas", afirmou Oviedo num comunicado.
"Neste momento... o propósito mais nobre é defender o sistema democrático e alentar firmemente pelo castigo exemplar dos terroristas", acrescentou Oviedo no comunicado, antes de chamar pela "concórdia nacional".
"O criminoso atentado que acabou com a vida do vice-presidente da república... deve ser repudiado com a máxima energia", disse.
Semana atrás, o ex-general afirmava em discursos públicos que iria "arrancar como restolhos e queimar" seus adversários políticos, incluindo legisladores e juizes da Suprema Corte de Justiça.

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