Curitiba - A ouvidora agrária nacional adjunta, Maria de Oliveira, esteve ontem em Cascavel para mediar o acordo entre fazendeiros do complexo Cajati (fazendas pertencentes ao Grupo Festugato), da Fazenda Castelo e das cerca de 1,5 mil famílias do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) acampadas que ocuparam as áreas. A reunião começou no final da tarde, na sede de uma das empresas do Grupo Festugato, e deveria durar a noite toda.
As famílias acampadas querem negociar prazo de seis meses para deixar o local. Nesse período elas pretendem cultivar lavouras e ter garantias de negociar a produção. Até lá o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) deveria disponibilizar outras áreas para as famílias. A ouvidora estava tentando negociar a situação com os ruralistas, que haviam acusado os sem-terra de retirar 650 bovinos das fazendas.
A ocupação das áreas aconteceu no início de outubro. O clima ficou tenso e havia risco de conflito armado. Os fazendeiros acusavam as famílias de sem-terra de retirar 650 bovinos da propriedade.

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