O ministro da Reforma e do Desenvolvimento Agrário, Raul Jungmann enviou documento às lideranças do MST lamentando o ‘‘grave e violento’’ incidente da morte do agricultor Sebastião da Maia. No documento, o ministro informa que determinou o deslocamento para o Paraná do ouvidor agrário nacional para acompanhar, junto às autoridades locais, a instauração do inquérito necessário à apuração dos fatos, para que a Justiça seja feita.
‘‘Ademais, entramos em contato com o ministro da Justiça, José Gregori, com o general Alberto Cardoso, chefe do gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República, e do governador Jaime Lenrer, solicitando as providências cabíveis’’, diz o ministro.
Através da Agência Estadual de Notícias, o governador Jaime Lerner disse que determinou a apuração rigorosa, pelas polícias Civil e Militar, dos fatos envolvendo a morte do assentado.
Lerner disse que a posição do Estado é de irrestrito respeito à vida humana e de busca permanente do diálogo para a mediação dos conflitos no campo.
O superintendente do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) no Paraná, José Carlos de Araújo Vieira, disse que a fazenda havia sido considerada produtiva pelo órgão, além de estar em área de fronteira.
O presidente da União Democrática Ruralista (UDR) do noroeste, Tarcísio de Souza, disse que não tinha muitas informações sobre o caso. ‘‘Não temos nada com isso’’, afirmou. (De Londrina)

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