A OEA tem ainda outros três pedidos de julgamento para analisar, informou ontem a CPT. Os três contêm acusações contra o governo Jaime Lerner (PFL). Um deles pede providências com relação à morte em 1998 do lavrador Sebastião Camargo, em Marilena (79 km a noroeste de Paranavaí).
Outro diz respeito aos grampos solicitados pelo governo do Estado contra o Movimento Sem Terra (MST). A quebra do sigilo foi concedida pela Justiça de Loanda (102 km a oeste de Paranavaí). O MST alega que a escuta foi ilegal e extrapolou os limites autorizados.
O terceiro pedido de providência sob análise, protocolado pela CPT do Paraná, refere-se ao conflito de sem-terra e polícia que acabou resultando na morte de Sétimo Garibaldi. O incidente também foi em 1999, só que em Querência do Norte (113 km de Paranavaí).
O governo Lerner só acumula uma ‘‘condenação’’ até o momento: a do Tribunal Internacional dos Crimes do Latifúndio e da Política Governamental de Violação dos Direitos Humanos no Paraná, montado em Curitiba em maio do ano passado. Na época, estava em julgamento a política estadual para assuntos agrários.

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