O gráfico Joaquim Gonçalves Pereira, de 29 anos, acusado de ter estuprado seis mulheres, foi autuado em flagrante por crime de atentado violento ao pudor contra a estudante G.N.A, de 20 anos, na noite de segunda-feira. Durante o interrogatório feito no 99º DP, de Campo Grande, zona sul de São Paulo, ele confessou ter violentado a auxiliar de escritório F.S.Q., de 17 anos, nos jardins do Centro Cultural do Jabaquara, em meio a uma vegetação alta. Ele também disse ter roubado uma pulseira marrom e uma correntinha da vítima.
O delegado Enjolras Rello de Araújo, titular do 99º DP, informou que o maníaco agia de preferência no terminal de ônibus e do metrô no Jabaquara. Assim que começava a escurecer, ele seguia moças que retornavam do trabalho. Em dado momento, abordava a vítima, com a mão sob a camisa, dando a entender que estava armado, e as obrigava a segui-lo. Andava de 30 a 40 minutos. As levava ou para um terreno baldio, com mato alto, na Avenida Engenheiro George Corbusier, sob um viaduto da Rodovia dos Bandeirantes ou para os jardins do Centro Cultural do Jabaquara.
Pesquisando os boletins de ocorrências do 35º DP, do Jabaquara, o delegado descobriu outras vítimas de Pereira. A estudante K.A.D., de 12 anos (hoje com 13), violentada às 22h30 do dia 22 de maio deste ano, e a vendedora A.D.N., de 21 anos, atacada em 3 de setembro de 1997. ‘‘Dessas ele diz não se lembrar de nada, pois havia bebido conhaque, cerveja e estava muito louco’’, informou o delegado Araújo.
Com relação à balconista D.R.B., de 17 anos, que ele atacou em maio deste ano, o maníaco declarou que ‘‘ela transou comigo porque quis.’’ E confirmou ter ‘‘subtraído’’ uma correntinha e um pingente da vítima.
Ontem, a atendente de restaurante S.A.S., de 23 anos, ao ver a prisão do maníaco numa emissora de televisão procurou a 2ª Delegacia da Mulher para denunciar que também foi atacada por Pereira. De acordo com o delegado, todas as vítimas reconheceram o gráfico como o homem que as atacou.
Em entrevista à imprensa, Pereira negou os crimes. Quando perguntado se ele agia da mesma forma que o motoboy Francisco de Assis Pereira, acusado de ter violentado e assassinado oito mulheres, Pereira respondeu: ‘‘Ele mata, eu só...’’ Você só estupra?, indagou um repórter. O gráfico apenas abaixou a cabeça. ‘‘Ele é muito frio e calculista’’, descreveu o delegado.

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