Outro Corretja segura o orgulho da "armada"
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domingo, 30 de maio de 1999
Por Chiquinho Leite Moreira 
Paris, 31 (AE) - O orgulho da armada espanhola está nas mãos de Alex Corretja. Ele é o único espanhol que ainda se mantém na competição e será o próximo adversário de Fernando Meligeni, na partida de quarta-feira, pelas quartas-de-final de Roland Garros. Jogador clássico, de maior determinação que o talento, é um vitorioso. Já esteve na vice-liderança do ranking mundial, em fevereiro deste ano, e, no ano passado, foi a final do Aberto da França com o compatriota Carlos Moya.
Nascido em Barcelona (11 de abril de 1974), como a maioria dos bons jogadores espanhóis, Alex Corretja alcança resultados surpreendentes.
Não é um tenista agressivo, de golpes objetivos, nem saca forte ou tem bons voleios. Mas, ainda assim, alcançou a façanha de ter vencido a Copa do Mundo de Tênis, no ano passado, torneio disputado em quadra rápida, de carpete, em ginásio, condições bem mais favoráveis para jogadores de saque e voleio.
Se não agride, Alex Corretja também não erra. Seu estilo de jogo exige longas e precisas trocas de bolas. Não arrisca muito e força o erro do adversário. Já enfrentou Fernando Meligeni por quatro vezes e venceu três. Em 1994, em Roland Garros ganhou do brasileiro na primeira rodada por 6/3, 6/1, 1/6, 5/7 e 6/3. Depois em março de 1995, caiu diante de Meligeni no torneio do México, por 6/1 e 6/0. No Super 9 de Indian Wells, de 1997, recuperou e venceu por 6/3 e 6/3. Corretja ganhou também na Copa Davis do ano passado, em Porto Alegre, por 4/6, 6/4, 3/6, 6/4 e 6/4. Houve mais um jogo entre os dois, pelo Masters da Copa Ericsson, também em Porto Alegre, com vitória de Meligeni.
Na rodada de hoje, Corretja mostrou estar em boa forma ao superar com facilidade o austríaco Stefan Koubek, uma das novas forças do tênis, por 3 sets a 0, parciais de 6/2, 6/3 e 7/5. O espanhol saiu da quadra aliviado, pois na noite anterior tinha sofrido muito com uma alergia e temia não poder jogar.
"Acordei diversas vezes", contou Correjta, na entrevista coletiva.
"Eu estava me sentindo fraco na quadra, mas mentalmente estava muito forte."


