Outras quatro estão ameaçadas
Curitiba- O engenheiro Ronaldo Jares disse ontem que precisa de recursos emergenciais para conservação de outras quatro pontes na BR-116 que podem ter problemas estruturais, se nada for feito. Recentemente, foram pedidos recursos para um programa de Conservação de Artes Especiais, voltado exatamente para recuperação de cabeceiras e estruturas de pontes. ''Esses recursos vão cobrir gastos com obras de contenção, de descida d' água. Atualmente os recursos enviados só podem ser usados para recuperação de rodovias. Não podem ser usados para estas obras emergenciais'', pontuou ele.
O governo federal ainda não respondeu aos pedidos do Paraná. ''Estamos esperando. Esses serviços são específicos e fundamentais para que possamos monitorar com eficiência as cabeceiras das pontes'', declarou o engenheiro do DNIT. Os valores necessários para a recomposição de todas as pontes ao longo da BR-116 não foram divulgados.
Precisam de obras emergenciais as pontes Rio Bonito (que teve afundamento de pista por causa da infiltração de água de chuva e corre o risco de erosões), Rio Manoel José (que precisa ser reformada por conta das ferragens da ponte que estão expostas e deveriam ser recobertas), Rio Pardinho (que fica na divisa com São Paulo e está com o tabuleiro da ponte com rompimentos por conta das ferragens expostas) e Rio Tucuru (apresenta erosão no sentido Curitiba-São Paulo e afundamento do lado esquerdo da pista). ''Temos que intervir rapidamente para evitar que aconteça o mesmo que aconteceu aqui nas pontes sobre os rios Tucuru e Bonito'', ponderou Jares.
No mês passado, o DNIT fez também serviço emergencial na Ponte da Trindade, onde houve a contenção do muro de sustentação. ''O que foi feito na Ponte da Trindade será feito aqui. Com as obras, os afundamentos não mais irão acontecer'', garantiu o engenheiro.(L.P.)





