Outra garota agrava denúncia de tortura
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terça-feira, 18 de março de 2008
Agência Estado 
Goiânia - A empresária Sílvia Calabrese Lima, de 42 anos, presa anteontem em flagrante acusada de torturar a menina L., de 12 anos, foi transferida hoje da Delegacia de Proteção a Criança e ao Adolescente (DPCA) para o Centro de Prisão Provisória (CPP), em Goiânia. As denúncias contra a empresária se agravaram à tarde com o depoimento de Lorena Coelho Reis, de 20 anos, no 5º Distrito Policial da cidade vizinha de Aparecida de Goiânia. Lorena relatou à delegada, Carolina Paim, que morou na casa da empresária quando tinha 14 anos. Durante um ano, revelou, sofreu com maus-tratos que só terminaram na festa dos seus 15 anos, em 2003. ''Aproveitei quando todos festejavam pra fugir do inferno que vivia'', disse a jovem.
Além da empresária, também foi transferida a empregada da casa, Vanice Maria Novais, de 23 anos. Ela também é acusada de amarrar e torturar a menor L. ''O caso causa indignação pública'', disse o advogado da empresária, Darlan Alves Ferreira.
Exame de corpo delito realizado na menina de 12 anos constatou lesões em várias partes do corpo, segundo o patologista Ademar Cândido de Souza, diretor do Instituto Médico Legal (IML). Há ferimentos provocados por materiais perfurantes e térmicos. ''Esta não é uma situação comum'', avaliou o juiz Maurício Porfírio, da vara da Infância e Juventude de Goiânia. ''Esses casos precisam de uma reprovação veemente da sociedade'', indignou-se. ''Não é possível que as pessoas que viviam com ela não tinham a percepção do que acontecia dentro daquela casa'', avaliou.


