Outono terá menos chuvas, segundo os meteorologistas
Outono terá menos chuvas, segundo os meteorologistas17/Mar, 17:56 Por Júlio Ottoboni São José dos Campos, SP, 17 (AE) - O outono deste ano estará dentro dos padrões normais da estação, mas com redução das chuvas. Essa foi a conclusão de cientistas do centros de meteorologia do Brasil, Argentina, Uruguai, Paraguai, Venezuela e dos Estados Unidos divulgada hoje. A previsão feita em conjunto foi desenvolvida pelos participantes do Fórum de Previsão Climática Sazonal para América do Sul a Leste dos Andes realizado no Centro de Previsão do Tempo e Estudos Climáticos (Cptec), órgão do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), sediado em Cachoeira Paulista (SP). A nova estação terá início no próximo dia 20, às 4h36 da manhã. Todos os indicativos recolhidos até o momento pelos meteorologistas mostram que a anomalia climática La Niña terá pouca influência sobre o comportamento do clima neste período na porção mais ao sul do continente. Nos territórios do sul, sudeste e parte do centro-oeste do Brasil haverá diminuição gradativa das temperaturas, esfriando sempre a noite. As chuvas também entram em regime de redução, saindo das médias de 200 milímetros mensais do verão para 40 ml em maio. A diminuição nas preciptações poderá levar a estiagem mais prolongada no período do alto inverno, principalmente nos meses de julho e agosto. Segundo o meteorologista do Inpe, Prakky Satyamurti, as massas de ar frio vindas do pólo sul entrarão no continente sem nenhum bloqueio. Isto deve garantir um outuno com registros de baixas temperaturas. Esse fenômeno ocorrerá de cinco a seis vezes por mês com as entradas das frentes frias, podendo ocasionar quedas de temperatura entre 15 e 20 graus. A duração deste resfriamento será em torno de três dias. Para as regiões situadas a oeste dos Estados do sul do Brasil, Uruguai, Argentina e Paraguai haverá tempestades marcadas por fortes vendavais e por chuvas de granizo. "Também deveremos ter nevoeiros", explica o cientista. A situação para o norte e nordeste brasileiro, incluindo a Venezuela, será de maior concentração de chuvas e raras quedas de temperatura. Na porção leste da Amazônia Legal, os próximos três meses serão marcados pelos índices pluviométricos acima da média regional. A região do nordeste, particularmente na área do semi-árido, terá um volume maior de chuvas no interior e ao leste de seu litoral, o que será benéfico para os cultivos de subsistência. "As massas frias mais fortes poderão chegar até o sul do nordeste", comenta Satyamurti.





