Brasília - O outono que começa hoje às 16h16 e vai até o dia 21 de junho, terá temperaturas mais baixas e menos chuvas. Segundo previsão divulgada ontem pelo Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), nas regiões Centro-Oeste, Nordeste e em parte de Minas Gerais e São Paulo, as chuvas ficarão ligeiramente abaixo dos níveis normais para essa época do ano, enquanto no extremo norte do País ficarão acima do normal. No Sul e na maioria dos Estados da Região Sudeste, as chuvas ficarão dentro dos padrões de normalidade, de acordo com o secretário-executivo do Ministério da Agricultura, Márcio Fortes de Almeida.
O chefe da Divisão de Meteorologia do Inmet, Expedito Rebello, informou, no entanto, que a redução das chuvas não irá prejudicar a capacidade dos reservatórios das principais hidrelétricas das Regiões Sudeste e Centro-Oeste. Segundo ele, os níveis de armazenamento estavam na segunda-feira com 66,15% de sua capacidade contra 34% verificados em março do ano passado. A expectativa é que o volume chegue a 70% no final do mês. A diminuição das chuvas também não irá prejudicar a agricultura, uma vez que os níveis dos rios encontram-se satisfatórios.
Rebello disse ainda que nos próximos 10 dias vai chover muito nas Regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste, como consequência de uma frente fria que chegou ontem ao Rio Grande do Sul. ‘‘Poderá chover durante o dia todo e por mais de um dia’’, afirmou. As chuvas também trarão a queda de temperatura diminuindo o calor das últimas semanas.
Segundo Rebello, a temperatura no Rio de Janeiro, que foi de 40 graus centígrados nos últimos dias, deverá ficar em torno de 20 graus centígrados. O Inmet ainda não tem uma avaliação clara sobre a possibilidade de que o fenômeno El Niño, o aquecimento das águas do Oceano Pacífico que provoca cheias no Sul e seca no Nordeste, venha a ocorrer este ano. De qualquer forma, a previsão é de que se ocorrer, será somente a partir do segundo semestre, com intensidade de fraca a moderada, sem causar grandes danos. ‘‘Ainda é cedo para ter uma previsão. Mas estamos monitorando diariamente o aquecimento das águas do Oceano Pacífico equatorial, que caracteriza o El Niño’’, informou Rebello.

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