OUTONO E INVERNO
PUBLICAÇÃO
domingo, 04 de maio de 2008
Adriana Bifulco<br>Folhapress 
O outono e o inverno são estações complicadas para as crianças. Estes períodos são sinônimos, na maioria das vezes, de doenças respiratórias que fazem aumentar em 50% o movimento nos consultórios pediátricos e nos pronto socorros, apenas com diagnósticos de gripe.
O causador desse problema é o vírus Influenza. É altamente contagioso, transmitido pela via respiratória e pode provocar pneumonia, otite, sinusite e bronquite. Em alguns casos, as complicações podem ser fatais.
''As crianças são as mais atingidas pois seu sistema de defesa ainda está em formação. Convivemos com vírus o tempo todo mas, quando a temperatura do corpo humano - que é de 36,5ºC, 37ºC - diminui, ocorre um resfriamento rápido no organismo e os mecanismos de defesa não funcionam bem. E em locais fechados, como creches e escolas, o contágio é mais rápido'', explica o pediatra Alessandro Danesi.
Por esse motivo os pais precisam ficar atentos para notar se seus filhos estão resfriados ou com gripe. ''O resfriado congestiona as vias áreas superiores. A criança tem coriza clara, tosse pouco intensa, dor de garganta leve e febre igual ou menor que 38,5'', explica Danesi. ''Já a gripe apresenta sintomas severos com febre alta - acima de 39ºC, hipersecreção, congestão nasal intensa com coriza clara ou secreções esverdeadas, mal estar, dores articulares, musculares, fadiga, dor de garganta e inapetência'', avisa Danesi.
Em ambos os casos, no entanto, é preciso cuidado. ''Quando a criança está resfriada é preciso lavar seu nariz com soro, fazê-la se alimentar corretamente e dar-lhe antitérmicos para amenizar a febre'', diz Otávio Cintra, infectologista pediatra.
De acordo com Danesi, os cuidados devem ser redobrados com os extremos de idade: adultos acima de 60 anos ou crianças abaixo de 18 meses. ''Especialmente se essas pessoas tiverem diabetes, cardiopatias, doença pulmonar crônica, forem asmáticas com grave imunodeficiência congênita ou adquirida'', enfatiza.


