O outono e o inverno são estações complicadas para as crianças. Estes períodos são sinônimos, na maioria das vezes, de doenças respiratórias que fazem aumentar em 50% o movimento nos consultórios pediátricos e nos pronto socorros, apenas com diagnósticos de gripe.
O causador desse problema é o vírus Influenza. É altamente contagioso, transmitido pela via respiratória e pode provocar pneumonia, otite, sinusite e bronquite. Em alguns casos, as complicações podem ser fatais.
''As crianças são as mais atingidas pois seu sistema de defesa ainda está em formação. Convivemos com vírus o tempo todo mas, quando a temperatura do corpo humano - que é de 36,5ºC, 37ºC - diminui, ocorre um resfriamento rápido no organismo e os mecanismos de defesa não funcionam bem. E em locais fechados, como creches e escolas, o contágio é mais rápido'', explica o pediatra Alessandro Danesi.
Por esse motivo os pais precisam ficar atentos para notar se seus filhos estão resfriados ou com gripe. ''O resfriado congestiona as vias áreas superiores. A criança tem coriza clara, tosse pouco intensa, dor de garganta leve e febre igual ou menor que 38,5'', explica Danesi. ''Já a gripe apresenta sintomas severos com febre alta - acima de 39ºC, hipersecreção, congestão nasal intensa com coriza clara ou secreções esverdeadas, mal estar, dores articulares, musculares, fadiga, dor de garganta e inapetência'', avisa Danesi.
Em ambos os casos, no entanto, é preciso cuidado. ''Quando a criança está resfriada é preciso lavar seu nariz com soro, fazê-la se alimentar corretamente e dar-lhe antitérmicos para amenizar a febre'', diz Otávio Cintra, infectologista pediatra.
De acordo com Danesi, os cuidados devem ser redobrados com os extremos de idade: adultos acima de 60 anos ou crianças abaixo de 18 meses. ''Especialmente se essas pessoas tiverem diabetes, cardiopatias, doença pulmonar crônica, forem asmáticas com grave imunodeficiência congênita ou adquirida'', enfatiza.

mockup