Otis investe US$ 100 milhões em novo sistema de elavadores
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quarta-feira, 02 de fevereiro de 2000
Por Cleide Silva 
São Paulo, 02 (AE) - A Elevadores Otis investiu US$ 100 milhões no desenvolvimento de um sistema inédito de elevador que substitui o uso de cabos de aço por cintas de elastômero revestidas para a suspensão das cabines. O produto incorpora ainda uma tela que apresenta notícias via Internet aos usuários e um equipamento de monitoramento que detecta problemas.
O lançamento do produto, denominado Gen2, foi feito simultaneamente hoje no Brasil, Estados Unidos, Alemanha, França
Inglaterra, Japão e Cingapura. A produção na fábrica do grupo em São Bernardo do Campo, na região do ABC paulista, começará no segundo semestre deste ano. A comercialização está prevista para início de 2001.
O presidente da Elevadores Otis do Brasil, Ricardo Monté
disse que o novo sistema é mais durável e exige apenas uma máquina que mede um quarto do tamanho das atuais. Com isso, não é preciso ter uma casa de máquinas. O empreendedor pode eliminar um andar do prédio ou usá-lo para outras finalidades.
"É o primeiro produto global da Otis", disse Monté, ressaltando que o preço será competitivo em relação aos cobrados hoje. O sistema de Internet consiste em um display no elevador que fornece informações gerais selecionadas pelo responsável pelo prédio. Esse sistema foi criado em parceria com a IBM e a NGN.
A Otis brasileira faturou no ano passado US$ 205 milhões. Para este ano, a previsão é de um crescimento de 20%. Da produção de 2 mil elevadores, cerca de 15% foi exportada para a América Latina. A empresa é vice-líder em vendas no País e espera aumentar este ano sua participação no mercado de 18% para 25%.
Com 2.100 empregados, dos quais 800 na fábrica de São Bernardo, a Otis está em meio a uma disputa pela sua fábrica. O governo do Paraná ofereceu vantagens fiscais e instalações para a empresa mudar-se para o Estado. O governador Mário Covas deve apresentar nos próximos dias uma contra-oferta para mantê-la em São Paulo.
"Vamos analisar matematicamente se ficamos ou não, mas necessito de uma resposta urgente porque é uma questão de concorrência", disse Monté. Segundo ele, sua principal concorrente, a Atlas/Schindler, transferiu-se de São Paulo para o Paraná há dois anos e hoje têm preços bem mais competitivos.


