Otimismo do comércio aumenta, mas nota ao Plano Real cai
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domingo, 30 de maio de 1999
Por Denise Carvalho 
São Paulo, 31 (AE) - Os empresários do comércio de São Paulo estão mais otimistas em relação ao futuro, acreditando que a situação econômica tende a melhorar. Contraditoriamente, entretanto, a nota dada por eles ao Plano Real, em maio, permaneceu abaixo da média. Numa escala de zero a dez, o Plano Real recebeu nota 4,49. A nota mais baixa foi dada pelos comerciantes do setor de automóveis, 4,12 pontos. Esses dados constam da Pesquisa de Opinião do Comerciante, realizada pela Federação do Comércio do Estado de São Paulo (FCESP-AE) em parceria com a AGÊNCIA ESTADO.
Os motivos para a nota baixa ao Plano Real, segundo os comerciantes ouvidos, ainda estão relacionados às altas taxas de juros, ao crédito restrito, à queda nas margens de lucro e depressão econômica. Mas a tendência para os próximos meses, na avaliação dos economistas da Federação, é de que algumas destas variáveis estejam melhores.
Para 64,1% dos empresários do comércio, a situação econômica do País nos próximos 12 meses estará igual ou melhor que em relação aos últimos 12 meses. Em abril, esse percentual alcançava 61,5% dos pesquisados. A pesquisa aponta que, apesar de pequena, a variação positiva significa que a sensação de melhoria das condições econômicas ocorrida em grande parte pelo controle da inflação e da volatilidade do câmbio está refletida na opinião do comércio. Em maio, a pesquisa constatou que 24,5% dos empresários acreditavam que a situação do País estava pior, contra 30,3% que achavam isso em abril. Na avaliação da pesquisa FCESP-AE, esses números mostram que a sensação do comércio é de que se o País ainda não está definitivamente em crescimento franco, pelo menos deixou de piorar.
Os setores de bens duráveis e automotivo são os que ainda apresentam um certo receio sobre as condições de o País melhorar a situação financeira. Para 39,2% dos empresários do comércio automotivo e 36,15% do setor de bens duráveis, a situação das empresas pode melhorar nos próximos 12 meses em relação ao período anterior. Já 54,75% dos empresários do setores de semiduráveis e 45,72% de não-duráveis são mais otimistas.


