Belgrado, 09 (AE-AP) Sem se deter com as críticas levantadas pelo bombardeio à embaixada chinesa em Belgrado na sexta- feira à noite, a Otan lançou novos ataques sobre a Iugolávia hoje (09), atingindo alvos do Exército iugoslavo em Kosovo.
Segundo a agência oficial de notícias iugoslava Tanjug, a aliança atacou posições do Exército com bombas de fragmentação na região da cidade de Djakovica, Oeste da província, causando extensos danos e levando levas de albaneses étnicos a fugirem da área. Não foram fornecidos mais detalhes até o momento e a informação ainda não foi confirmada por fonte independente.
A Otan pediu novamente desculpas pelo equívoco, mas não forneceu detalhes adicionais sobre como o erro ocorreu ou quem foi responsável, limitando-se a informar que a falha aconteceu na área de inteligência.
"Constatamos que o erro ocorreu na área de inteleigência e as medidas necessárias estão sendo tomadas para minimizar a possibillidade de ocorrência de novos erros", afirmou o porta-voz da Otan, Jamie Shea, em seu relatório diário. "Em termos de responsabilidade individual, não tenho comentários a fazer."
Segundo o goveno chinês, o bombardeio causou a morte de três jornalistas e deixou mais de 20 feridos.
Em Washington, o Pentágono e a Agência Central de Inteligência (CIA) divulgaram um comunicado conjunto no final da noite de ontem, afirmando que o err oocorreu devido a uma falha de avaliação e informação por parte da equipe de coordenação dos ataques, que resultou no engano de alvo.
"Claramente, a informação errada levou a um desvio do alvo inicialmente visado", afirmaram o Secretário de Defesa dos EUA, William Cohen, e o diretor da CIA, George J. Tenet no comunicado.
Em Belgrado, desembarcou uma delegação chinesa de 34 membros para avaliar os danos causados pelo impacto dos três mísseis lançados pela Otan, para facilitar o envio dos feridos a Pequim e para auxiliar a missão diplomática a retomar suas atividades. A delegação inclui médicos e enfermeiros.
Na capital iugoslava, centenas de manifestantes se agruparam na Praça da República, no centro, para protestar contra o ataque, acompanhados por cerca de 200 chineses radicados em Belgrado e que levavam bandeiras vermelhas e cartazes com slogans contra a Otan e os EUA.

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