Quantas horas por dia você passa sentado em frente ao computador? Por quanto tempo você permanece em pé sem conseguir parar pra descansar por apenas alguns minutos? E atividade física? Você pratica alguma? Hábitos da vida agitada que a maioria das pessoas têm levado atualmente reflete diretamente no desgaste físico e emocional. O corpo, essa máquina perfeita cheia de ''engrenagens'' responde exatamente ao que fazemos com ele. Sendo assim, a falta de movimento ou movimentos excessivos praticados de forma desajustada podem desencadear dores e doenças que podem ser tratadas com a osteopatia.
Ainda pouco difundida no Brasil, a osteopatia é uma técnica de fisioterapia que trabalha na organização das articulações de todo corpo. O tratamento é feito sem a utilização de aparelhos e pode proporcionar melhoras na capacidade de movimentos além de contribuir com o alívio de dores e prevenção de algumas doenças.
Segundo o fisioterapeuta e osteopata, Rodrigo Minholi Favareto, as sessões são realizadas de forma individualizada e a frequência de tratamento geralmente é de no máximo duas vezes por semana com duração de aproximadamente uma hora. ''Dependendo do caso o paciente sente alívio dos sintomas em poucas sessões melhorando assim a sua qualidade de vida'', diz.
Técnicas manipulativas são utilizadas para detectar e corrigir estrutura e funções imperfeitas. Favareto explica que a osteopatia é um sistema autêntico e efetivo que tenta eliminar as causas de uma saúde prejudicada e busca fortalecer o poder curativo básico que existe dentro do próprio corpo. ''Nada mais é que um tratamento manual que analisa a normalização da estrutura corporal no qual ela vai reger uma estrutura boa para uma saúde integral e assim prevenindo doenças''.
Além de ajudar no tratamento das queixas relacionadas ao sistema musculoesquelético como dores frequentes na coluna lombar e outras situações como tendinites ou bursites, a osteopatia ajuda pessoas que sofreram lesões graves em acidentes, por exemplo.
A doutora em ciências de alimentos, Caroline Maria Calliari, 32 anos, fraturou o tornozelo numa queda e depois de ter passado um mês com gesso busca agora na osteopatia o alívio das dores e a reconstrução de seus movimentos. ''Cheguei a fazer tratamento de fisioterapia normal logo depois que tirei o gesso mas voltei a sentir dores. Já estou na terceira sessão de osteopatia e já sinto uma grande diferença, quase não sinto dor, só no momento das sessões'', conta.
Por meio de manipulações de mobilização não só no ponto fraturado mas em outras regiões do corpo, o osteopata consegue trabalhar a biomecânica corporal de Caroline. ''A osteopatia tem a função de auto cura. A partir desses estímulos, o próprio corpo da paciente responderá de forma benéfica nas dores e nos movimentos que ela fará a partir de agora. Hoje percebemos que ela já melhorou 60% de quando começou o tratamento e a apartir de então a tendência é melhorar ainda mais'', finaliza.

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