Ossos frágeis, cuidado redobrado
A professora aposentada Mara Regina Bueno, 54 anos, foi diagnosticada com osteoporose há cerca de quatro anos. Com uma vida pouco ativa em relação à atividade física e uma nutrição complicada depois que passou por uma cirurgia de estômago para combater a obesidade, Mara hoje se arrepende de não ter prevenido a doença antes.
Eu não tinha tempo e nem conseguia me habituar a fazer exercícios. Hoje eu sei o quanto isso é importante e se eu soubesse que poderia chegar a ficar grave assim, teria me preocupado antes, conta.
Apesar de não ter nenhum membro da família com osteoporose, Mara apresenta um quadro importante que exige tratamento à base de medicamentos e suplementos de vitaminas B, D e cálcio. Nos próximos dias, ela também pretende começar aulas de musculação, atividade essa que poderia ter evitado o agravamento da doença caso tivesse sido praticada há mais tempo.
Estou tendo acompanhamento com meu ginecologista e ortopedista. Foi num desses exames preventivos de densitometria óssea que os médicos identificaram a doença, que já se apresentava de forma avançada. Segundo os médicos, meus ossos parecem com os de uma mulher de 80 anos de idade, lamenta.
Para a aposentada, nunca é tarde para correr atrás do prejuízo, mas ela afirma que a preocupação com quedas a deixa bastante aflita. Além do tratamento eu tenho que tomar muito cuidado para não cair. Se eu fraturar algum osso a situação será bastante complicada. Vejo a osteoporose como um diabetes, uma pressão alta, que são doenças que você não vê. Só quando você sente que o negócio é realmente grave, então corre atrás de ajuda. As mulheres que puderem evitar isso, melhor, finaliza. (F.B.)





