São Paulo, 03 (AE) -O atual cestinha do Campeonato Nacional de Basquete e ex-secretário de Esportes de São Paulo Oscar Schmidt foi o protagonista de uma cena incomum, que tumultuou o desembarque do Aeroporto Internacional de São Paulo, em Cumbica, Guarulhos, na manhã de hoje. Aos gritos, ele invadiu a área de acesso restrito do desembarque internacional para buscar o filho Felipe, de 12 anos, que ficou sozinho no local de inspeção de bagagens. Ele foi autuado por embaraço à fiscalização em R$ 150 00 e indiciado por invasão de área restrita.
O incidente ocorreu por volta das 10 horas, quando a mulher de Oscar, Cristina, os dois filhos do jogador e dois sobrinhos voltavam de Miami em um vôo da Transbrasil. De acordo com funcionários da Receita Federal, a luz vermelha da alfândega - que obriga os passageiros a abrir as malas para vistoria - foi acionada no momento do desembarque da família.
A mulher de Oscar decidiu deixar o local com os sobrinhos e a filha Stephanie, de 8 anos. Felipe ficou aguardando a mãe com as malas. Quando Cristina voltou para abrir a bagagem foi impedida por fiscais da alfândega, que disseram ser necessária a autorização de um supervisor para o retorno à área.
O jogador esperava a família do lado de fora e ficou irritado com a proibição, gritando e gesticulando do alto de seus 2,04 metros de altura. "Posso ter cruzado a linha, mas fiquei no portão, gritando para que meu filho viesse até aqui", alegou o cestinha, que tem outra versão para o caso.
A luz vermelha, segundo ele, foi acionada apenas para Felipe. Cristina não percebeu a indicação e deixou o local com as crianças. "É muito triste deixar uma pessoa de 12 anos sozinha, debruçada sobre as malas, por mais de dez minutos", justificou. "Além disso, só ultrapassei 1 metro, na tentativa de fazer Felipe me ouvir." Depois da confusão, o menino foi liberado com a bagagem.
"Faltou respeito" - Para o inspetor-geral da Alfândega do Aeroporto Internacional de São Paulo, Foch Simão Júnior, a história foi outra. "Temos passageiros de todos os tipos e ninguém reclama da fiscalização, porque agimos de acordo com a lei", disse "Nesse caso, faltou respeito à lei e ao Estado", afirmou. "Coincidentemente, o fato ocorreu com uma pessoa notória; se fosse uma pessoa menos ilustre, teria o mesmo tratamento." Segundo Simão Júnior, esse foi o primeiro incidente do tipo em dois anos. Cerca de 14,5 milhões de pessoas passam por ano pela alfândega de Cumbica.
O jogador, descontente com o tratamento, foi até a Delegacia do Aeroporto prestar queixa por constrangimento. "Isso nunca aconteceu comigo; foi lamentável."

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