Oscar, contagem regressiva.
São Paulo, 20 (AE) - Neste domingo, dia 21 de março, às 23 horas (horário de Brasília), começa a maior festa do cinema mundial. A 71ª edição do Oscar será realizada no Dorothy Chandler Pavillion, em Los Angeles e será transmitida ao vivo pelo canal pago HBO (TVA), com comentários de Rubens Ewald Filho, e pela Rede Globo, sob o comando do jornalista Renato Machado e do crítico Wilson Cunha. A tradução simultânea será mais uma vez de Elizabeth Hart.
Os brasileiros nunca chegaram tão perto do Oscar. "Central do Brasil" é forte candidato ao prêmio de melhor filme estrangeiro e Fernanda Montenegro concorre na categoria de melhor atriz.
Durante toda a tarde deste domingo, na Globo, o jornalista Zeca Camargo entrará na programação ao vivo, de Los Angeles, enquanto Maurício Kubrusly fará flashes diretamente do sertão nordestino, onde foi rodado "Central". Na HBO, a programação especial, sem traduções ou interrupções, começa às 21h30 com um painel geral sobre todos os indicados e favoritos ao prêmio. Depois disso, Geena Davis irá apresentar a chegada das estrelas.
No palco do Dorothty Chandler, o comando será da atriz Whoopy Goldberg, com participações de Kevin Costner, Jennifer López, Nicolas Cage, Ben Affleck, Liv Tyler, Harrison Ford, Robin Williams, Uma Thurman, Kim Bassinger, Robert DeNiro, Helen Hunt e Denzel Washington.
A tabulação dos votos (numa mansão secreta em Los Angeles) dos 5.557 membros da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas de Hollywood ficou a cargo da Price Waterhouse Coopers (resultado da fusão da Price Waterhouse e da Coopers & Lybrand). Os nomes dos vencedores só serão conhecidos no momento da cerimônia. OS INDICADOS Vinte e quatro categorias concorrem ao Oscar. Como melhor filme, disputam "Elizabeth" (Shekhar Kapur), "O Resgate do Soldado Ryan",(Steven Spielberg), "A Vida É Bela" (Roberto Benigni), "Shakespeare Apaixonado" (John Madden) e "Além da Linha Vermelha" (Terrence Malick). "Shakeaspere" é o recordista em indicações deste ano, com 13, uma a menos que os recordes históricos de "A Malvada" e "Titanic", que receberam 14.
Em melhor filme estrangeiro, a briga promete ser entre "Central do Brasil" (Walter Salles) e a fita italiana "A Vida é Bela" (Roberto Benigni), nesta categoria também concorrem "O Avô" (José Luís Garci, Espanha), "Tango" (Carlos Saura, Argentina) e "Filhos do Paraíso" (Majid Majidi, Irã). "O filme italiano é o recordista de indicações ao Oscar de uma fita estrangeira, são sete, "e como é quase certo ele não conseguir as estatuetas disputando com filmes americanos, é provável que leve a de melhor filme estrangeiro. O que é uma pena, já que Central do Brasil é um filme belíssimo, o melhor feito até hoje", afirma o crítico Rubens Ewald.
Roberto Benigni (A Vida é Bela), Steven Spielberg (O Resgate do Soldado Ryan), John Madden (Shakespeare Apaixonado), Terrence Malick (Além da Linha Vermelha) e Peter Weir (Truman Show - O Show da Vida), concorrem pelo Oscar de melhor diretor. "A noite promete ser de Spielberg", aposta Ewald. ATORES E ATRIZES
Para melhor ator, aparecem como favoritos da crítica Tom Hanks (O Resgate do Soldado Ryan) e, mais uma vez, Roberto Benigni. Entre os indicados, também estão Edward Norton, que faz um ex- skinhead em "American History X"; Nick Nolte, por "Temporada de Caça" (lançado em vídeo no Brasil) e Ian McKellen, de "Deuses e Monstros".
Fernanda Montenegro é a grande esperança do Brasil como melhor atriz, que poderá ter mais sorte do que "Central". As outras candidatas são Gwyneth Paltrow, que interpreta a Lady Viola em "Shakeaspere Apaixonado"; Cate Blanchet, que vive a rainha da Inglaterra em "Elizabeth"; Emily Watson, por sua participação como a violoncelista inglesa Jacqueline Du Pré em "Hilary & Jackie" e Meryl Strep, uma mãe vítima de câncer em "Um Amor Verdadeiro".
Se Fernanda Montenegro conseguir vencer a supremacia americana, se juntará à galeria de atrizes provenientes de países cujo idioma oficial não é o inglês. É o caso da francesa Claudette Colbert, que levou a estatueta em 1934; Ingrid Bergman, duas vezes premiada e Sophia Loren, em 1962, entre outras.





