Hebe Romano - Aprova, com restrições. A AmBev deveria vender os negócios Bavária e Polar a empresas que tenham menos de 5% do mercado de cervejas, o que exclui as duas potenciais compradoras Kaiser e Schincariol. Além disso, foi determinada a venda de cinco fábricas: Getúlio Vargas (RS), Ribeirão Preto ou Guarulhos (SP), Cuiabá (MT), Salvador (BA) e Manaus (AM), e compartilhar a rede de distribuição com a nova concorrente durante pelo menos quatro anos, sem que a nova cervejaria tenha de pagar comissão pela distribuição.
Mercio Felsky: Acompanhou o voto da relatora para aprovar a fusão. Difere nas restrições, propondo a venda apenas do negócio Bavária e restringindo a venda da fábrica de Ribeirão Preto (SP), da Brahma, com a inclusão de todos os equipamentos para envasamento da cerveja. Propôs ainda que os funcionários que fossem demitidos deveriam passar por treinamento e requalificação, além de ter garantia de recebimento de cestas básicas, seguro de vida e seguro saúde por um ano.
Ruy Santacruz: Votou contra a fusão por considerar que a união de Brahma e Antarctica impede a livre concorrência no mercado de cervejas.
Marcelo Calliari: Aprovou a fusão, com restrições. Na sua avaliação, além das metas de compromisso de desempenho sugeridas pela relatora, Calliari queria incluir a opção do comprador a marca Polar e Bohemia. A AmBev deveria compartilhar, por meio de leilão, sua rede de distribuição com cinco pequenas cervejarias, uma em cada região do País, durante quatro anos.
Gesner de Oliveira: A favor, com restrições. O voto é igual ao da relatora, acrescentando apenas a parte do voto do conselheiro Marcelo Calliari, que prevê compartilhamento dos canais de distribuição de bebidas.

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