Brasília, 16 (AE) - Aécio Neves - Líder do PSDB na Câmara, comandou a articulação que esmagou o PFL, formando um bloco com o PTB. Garante que agiu com independência e sua iniciativa teria irritado o Planalto. Neto de Tancredo Neves, Aécio é considerado político inexperiente, com carreira em formação, mas tem ambição de ser presidente da Câmara. Fernando Henrique Cardoso - Principal prejudicado pela jogada tucana. Nos últimos dias, tentou impedir a ruptura nas bancadas aliadas, sem sucesso. Vem sendo acusado por pefelistas de ter patrocinado a manobra como uma resposta ao PFL, que vem defendendo bandeiras que desagradam ao governo, como o reajuste do mínimo. Antonio Carlos Magalhães - Presidente do Senado, o político baiano vai comandar a resposta do PFL à manobra tucana. Diante das investidas do partido do presidente, ainda tentou selar uma trégua, em conversa no Palácio do Planalto. Com a bancada humilhada na Câmara, pode dificultar interesses do governo no Congresso. Luiz Antônio de Medeiros - O deputado paulista pode ser favorecido pela briga entre o PSDB e o PFL. Autor do projeto que propõe o aumento do salário mínimo para o correspondente a US$ 100, Medeiros poderá conquistar o apoio dos principais líderes de seu partido, o PFL, e fazer vingar a proposta. Jorge Bornhausen - Presidente nacional do PFL, o senador catarinense foi o porta-voz da indignação do partido. Esteve com Fernando Henrique, criticou duramente o PSDB e foi um dos articuladores da tentativa de reação pefelista. Admite que a briga pelas bancadas pode trazer estragos irreparáveis à aliança governista. Arthur Virgílio Neto - O deputado tucano, líder do governo no Congresso, foi encarregado de apagar o incêndio causado pelo PSDB. Participou de reuniões chamadas por Fernando Henrique, conversou com aliados e discursou na Câmara para tentar acalmar o PFL.

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