Os pequenos notáveis do Paraná
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terça-feira, 01 de setembro de 2009
Rosiane Correia de Freitas<BR> Equipe da Folha 
Curitiba - Municípios como São Jorge do Ivaí (520 quilômetros ao Norte de Curitiba), Kaloré (55 km ao sul de Apucarana) e Nossa Senhora das Graças (85 km ao norte de Maringá) aparecem como destaque nos índices de saúde e educação do Índice Ipardes de Desempenho Municipal (IPDM). Mas no quesito renda, essas cidades têm pouco o que comemorar. O IPDM é inspirado na metodologia do Índice da Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan), mas engloba variáveis que são específicas do estado, como a produção agropecuária.
Com esse estudo queremos fazer um aprofundamento de questões que são relevantes para o Paraná, explica Carlos Manuel dos Santos, diretor-presidente do Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes). O cálculo final do índice leva em consideração indicadores de trabalho e renda, saúde e educação.
Na análise dos dados chama a atenção o desempenho de municípios como Kaloré, que está entre os dez melhores no índice de saúde mas, por outro lado, figura no penúltimo lugar no quesito renda. A cidade de São Jorge do Ivaí apresenta o melhor índice em educação e está entre os vinte melhores em saúde. Mas em emprego e renda, o desempenho do município é bem menos destacado, com índice de 0,2789.
No cômputo geral o índice, que tem dados relativos aos anos de 2002, 2005 e 2007, mostra que houve avanço mais pronunciado nos índices dos municípios em saúde e educação. Essas áreas são mais sensíveis a políticas públicas, elas respondem mais rápido a atuação do governo, explica a estatística do Ipardes, Sachiko Araki Lira.
No item educação, o município pior classificado no índice em 2007, Guaraqueçaba (Litoral do Estado), apontou evolução de 0,2302 - em 2002 - para 0,3540 em 2007. Já em saúde, Laranjal (170 km a oeste de Guarapuava) registrou índice de 0,4138, superior ao de 0,4043 que obteve em 2002.
Rosário do Ivaí (145 km ao sul de Apucarana) teve o pior índice na área de emprego e renda, de 0,2055, inferior ao que registrou em 2002, de 0,2199. Os indicadores de emprego e renda tem evolução mais lenta, justifica Sachiko.


