Porto Alegre - Aproximadamente 60 mil pessoas de 130 países, incluindo os representantes de umas 5 mil Organizações Não Governamentais (ONGs), participam da segunda edição do Fórum Social Mundial de Porto Alegre. O Fórum começou ontem e vai até 5 de fevereiro.
Segundo os organizadores, esse total de pessoas representa o triplo de participantes no primeiro Fórum, que reuniu cerca de 20 mil pessoas de 117 países, incluindo representantes de 900 ONGs.
Este ano, tornou-se necessário limitar o número de vagas para os delegados, uma vez que alcançou 19 mil pedidos em novembro último, sendo que a capacidade máxima é de 15 mil. Na edição de 2001, 4.704 delegados se inscreveram.
O custo total do evento deve ultrapassar 6 milhões de reais, segundo Cândido Grybowski, integrante do Comitê Organizador. Esses custos serão assumidos pelos Comitê e pela prefeitura de Porto Alegre, disse.
Mas o Fórum será claramente lucrativo para a cidade, administrada há 13 anos consecutivos pelo Partido dos Trabalhadores (PT, esquerda). Segundo estimativas do município, o evento deve arrecadar 17 milhões de reais em impostos e taxas diversas.
Por sua vez, apenas os 15 mil delegados deverão gastar – sempre segundo os cálculos do município – pelo menos 2 mil reais por pessoas durante a reunião. Assim, o comércio local terá possibilidade de captar pelo menos 30 milhões de reais. A isto deve-se somar o que será gasto por ouvintes, políticos, intelectuais, parlamentares e jornalistas que acompanham o evento.
Durante o II Fórum, serão realizadas 28 conferências (sete a cada dia) e mais de 100 seminários, mesas-redondas e testemunhos. São 94 intérpretes, o que, segundo Grybowsky é um recorde no País.
Os grandes temas das conferências plenárias são: A produção de riquezas; O acesso às riquezas e o desenvolvimento sustentável; A afirmação da sociedade civil e dos espaços públicos; O poder político e a ética na nova sociedade.
Entre os fóruns paralelos, destacam-se o das Autoridades Locais, o dos parlamentares, e o dos Juízes, o das Centrais Sindicais, e um Fórum Preparatório para a Cúpula do Rio+10 (uma década depois da ‘‘Cúpula da Terra’’, realizada no Rio de Janeiro), prevista para novembro, um Fórum Social Africano e um Panamazônico.
As crianças poderão participar do ‘‘Forunzinho Social Mundial’’, enquanto jovens do mundo inteiro se reunirão no II Acampamento Intercontinental da Juventude.
Igualmente estão previstas numerosas ‘‘manifestações especiais’’, como um Tribunal Internacional dos Povos sobre a Dívida Externa, um Tribunal do Clima, uma Conferência sobre a Paz e uma Assembléia sobre a Área de Livre Comércio das Américas (Alca).

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