Os jovens americanos se inclinam para a direita
Nova York, 06 (AE-ANSA)- Uma pesquisa realizadas em universidades revelou que a nova geração de cidadãos americanos é contra o aborto, defende a pena de morte e, quanto a sexo, desaprovam relações ocasionais.
Os jovens de hoje são muito mais conservadores que seus pais, revelou a enquete que o Higher Education Research Institute da Universidade da Califórnia em Los Angeles (UCLA) promove entre os alunos do primeiro ano.desde 1966.
O levantamento apontou que os estudantes deixaram de lado os ideais de contracultura cultivados por seus pais quando tinham a mesma idade.
Setenta e cinco por cento dos que graduarão em 2002 consideram como seu objetivo maior enriquecer o mais rápido possível, segundo a pesquisa.
Os pais dos estudantes de hoje tinham diversos objetivos quando ingressaram na universidade: no final dos anos 60, para mais de 80% deles a maior ambição era "desenvolver uma significativa filosofia de vida", um alvo compartilhado hoje por apenas quatro estudantes em dez.
Igualmente significativa é a diferença na visão de mundo entre pais e filhos: apenas 26% dos jovens de hoje consideram fundamental "acompanhar o debate político".
Em 1966, o interesse pela política estava na frente com um recorde de 58 estudantes em cada 100 que a consideravam essencial para suas vidas.
Os resultados não são, entretanto, uma prova cabal de uma apatia generalizada entre as novas gerações que mostraram, ao contrário, ter idéias bem claras sobre temas centrais do debate político nos Estados Unidos.
Apenas 25% concordam com a abolição da pena de morte, contra os 56% em 1970.
E apenas a metade aceita os esforços em curso para manter legal o aborto, um mínimo histórico depois de anos de declínio a partir dos 65 por cento de 1990 a favor do direito de escolha das mulheres.
O retorno aos valores conservadores ficou evidente em relação a sexo: as relações sexuais casuais não estão mais na moda, revelou o trabalho, que demonstrou que os estudantes de hoje rechaçam os valores e o comportamento que seus pais abraçaram.
Quarenta por cento dos alunos concordaram que não há nada de mais que duas pessoas que se gostem, mas que ainda não se conheçam muito, mantenham relações sexuais.
Há dez anos, segundo o estudo da UCLA, a aprovação de relações sexuais ocasionais havia atingido seu nível mais alto, com 52%.





