Os homens não cuidam da saúde como deveriam
Os homens não cuidam da saúde como deveriam14/Mar, 17:13 Washington, 14 (AE-AP) - Muitos homens não se cuidam como deveriam porque a sociedade os ensina a ser duros e sofrer silenciosamente os mal-estares físicos, segundo um estudo recente. "A pressão social para que o homem seja forte e estóico pode ser nociva à saúde, quando o leva a deixar de ouvir o que seu corpo lhe diz e evitar buscar cuidados médicos", disse David Sandman, autor principal do estudo patrocinado pelo The Commonwealth Fund, uma fundação filantrópica que estimula cuidados com a saúde. A expectativa de vida para ambos os sexos aumentou notadamente em anos recentes, mas os homens, que antes viviam tanto quanto as mulheres, agora morrem seis anos mais cedo. Os homens são muito mais suscetíveis de morrer por causas violentas, mas há causas naturais - como doenças cardíacas ou câncer - que podem ser evitadas se diagnosticadas a tempo. Segundo o estudo divulgado ontem, no ano passado, 25% dos homens não foram a nenhum médico e mais da metade não se submeteu a nenhum exame médico de colesterol. Mais de um terço dos homens com mais de 50 anos não se submeteu nos últimos anos a exame de câncer na próstata, doenças que requerem um diagnóstico precoce para um bom tratamento. "Se uma criança de oito anos cai e raspa o joelho e lhe dizem que 'as crianças não choram', quando tiver 50 anos e tiver dores no peito vai dizer que é só uma indigestão", disse a médica jean Bonhomme, uma médica de Atlanta que trabalha com o grupo Men's Health Network, um grupo norte-americano que assessora homens em temas de saúde. Como as mulheres devem visitar ginecologistas e obstetras, tendem a estar mais expostas ao cuidado médico em comparação aos homens, disse Bonhomme. Mas, mesmo quando os homens visitam seus médicos eles não se cuidam bem. Muitos homens, segundo o estudo, valorizam seus médicos mas poucos disseram ter recebido conselhos de saúde. Apesar de os homens com um histórico familiar de câncer na próstata correrem maior risco de contrair essa doença, menos de um terço dos homens com mais de 40 anos disseram que seus médicos lhes perguntaram sobre o passado médico de suas famílias. O estudo foi baseado em pesquisas telefônicas com mais de 1000 homens e 2000 mulheres entre maio e novembro de 1998. A margem de erro foi de quatro pontos percentuais para homens e três para mulheres.





