ORTOTANÁSIA - Igreja católica apóia decisão do CFM de desligar aparelhos
A resolução que dá aos médicos a permissão de suspender os tratamentos que mantêm vivos artificialmente os pacientes sem cura e em estado terminal foi elogiada por médicos e até pela Igreja Católica. Após meses de discussão, a resolução foi aprovada na quinta-feira, por unanimidade, pelos conselheiros do Conselho Federal de Medicina (CFM). O texto, que será publicado no Diário Oficial da União, diz que a chamada ortotanásia só será realizada se houver a concordância do paciente ou de seus familiares. A informação deverá constar do prontuário médico.
A ortotanásia nunca foi considerada uma infração ética. Nem um crime. A resolução representa muito mais um conforto para médicos, que freqüentemente hesitam em adotar esse tipo de atitude por medo da reação dos familiares ou dos colegas ou por convicção. Muitos pecam pelo excesso ao lançar mão de técnicas que sabidamente nada vão adiantar, conta o vice-presidente do CFM, Clóvis Constantino.
A Igreja Católica se posiciona ao lado dos médicos. Temos uma clara posição contrária à eutanásia (e não à ortotanásia), afirma d. Odilo Pedro Scherer, secretário-geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB).
D. Odilo citou documentos do Vaticano que confirmam essa posição. Um deles, a Encíclica Evangelium Vitae, diz que, quando a morte se anuncia iminente e inevitável, pode-se em consciência renunciar a tratamentos que dariam somente um prolongamento precário e penoso da vida. O papa João Paulo II, morto no ano passado, pediu que não se utilizassem aparelhos para prolongar sua vida. Debilitado, ele expressou o desejo de morrer em seu quarto, fora da UTI, o que seria um procedimento enquadrado dentro do conceito de ortotanásia.
Os médicos não usam a palavra ortotanásia para evitar que se confunda com a eutanásia, que ocorre quando se antecipa a morte de um paciente incurável. Isso, pelas leis brasileiras, é homicídio. A ortotanásia não prolonga a vida do doente com tratamentos e equipamentos médicos, não se tenta ressuscitá-lo, e a morte ocorre naturalmente.
É o menor estado independente do mundo, encravado na zona norte de Roma. Deve a sua existência ao fato de ser a sede da Igreja Católica Apostólica Romana. O palácio onde reside o Papa tem 5 mil quartos, duzentas salas de espera, 22 pátios, cem gabinetes de leitura, trezentas casas de banho e dezenas de outras dependências destinadas a recepções diplomáticas.
O Programa Folha Cidadania tem como objetivo criar o hábito de leitura entre os jovens.





