Ortomolecular propõe reposição de hormônios
Praticar atividade física, controlar o estresse e ter uma alimentação saudável são hábitos preconizados pela medicina tradicional como forma de evitar doenças e ter vida longa e saudável. Na ortomolecular, além de tudo isso, busca-se o equilíbrio hormonal.
''Fala-se muito em doenças 'inevitáveis' da velhice, mas muita coisa vem do estresse, de uma dieta hormonalmente incorreta, dos radicais livres em excesso, da obesidade, do desequilíbrio bioquímico cerebral e do desequilíbrio hormonal. Tudo isso gera uma inflamação baixa, crônica e silenciosa, que vai afetando o organismo'', explica o médico Júlio Higashi, especialista em nutrologia com ênfase em medicina ortomolecular.
Higashi explica que depois dos 30 anos de idade, os níveis de hormônio começam a cair gradativamente no organismo, causando sintomas como perda da disposição e da memória. ''Mas, porque não podemos envelhecer jovens?'', questiona. Essa é a base do tratamento anti-aging (anti-envelhecimento, em inglês), não uma ''fonte da juventude'', mas uma reposição para manter os níveis de hormônio como aos vinte anos de idade, quando estão no ápice.
A idéia, segundo ele, é equilibrar a relação de alguns hormônios que normalmente estão em excesso, como a insulina e o cortizol, que causam problemas como obesidade e depressão, com aqueles que podem estar em baixa, como a melatonina, estrógeno, testesterona e HGH (hormônio do crescimento). Isso utilizando produtos bio-idênticos e na dose que cada pessoa precisa. Os resultados incluem mais disposição, bem-estar, e melhor aparência da pele, cabelo, olhos e músculos. ''Se o paciente precisa (de hormônio), cai bem'', afirma o médico. (C.P.)





