Ortomolecular aliada dos convencionais
PUBLICAÇÃO
domingo, 14 de agosto de 2005
Chiara Papali<br> Reportagem Local 
A terapia ortomolecular pode ser uma ''coadjuvante'' nos tratamentos médicos tradicionais. É o que afirma o especialista em clínica médica com prática ortomolecular e presidente de honra da Sociedade Brasileira de Oxidologia, Efrain Olszewer. Ele esteve em Londrina na última semana ministrando uma palestra sobre o assunto.
Olszewer explica que a utilização da ortomolecular promove o equilíbrio no terreno biológico do organismo, enquanto os medicamentos tradicionais tratam os sintomas. ''Por isso, essa associação pode acelerar o processo de recuperação do paciente'', afirma.
O princípio da terapia, explica, é alcançar o equilíbrio molecular no organismo. Segundo ele, os radicais livres são moléculas instáveis, que procuram encontrar o equilíbrio, mas, quando não conseguem, lesam estruturas do organismo. A maior fonte de radicais livres, segundo Olszewer, é o oxigênio, absorvido quando respiramos.
Ele explica que, apesar do organismo ter um sistema que inibe a ação desses radicais livres, isso acontece somente ''até certo ponto''. ''À partir daí é preciso outros agentes, como vitaminas e minerais, para bloquear essa ação'', enfatiza.
Segndo Olszewer, as frutas, verduras e legumes são as principais fontes de vitaminas e minerais. ''Úteis em pacientes saudáveis, mas em casos crônicos, é necessário complementar'', afirma.
Por isso, o especialista defende que a associação da terapia ortomolecular pode ser aplicada em várias áreas, como no tratamento de doenças degenerativas e crônicas. ''A aterosclerose, por exemplo, nada mais é que a oxidação do colesterol, que se deposita nas paredes da artéria'', exemplifica, citando outros exemplos de patologias que podem ter tratamento associado com a terapia ortomolecular, como a endometriose, o diabetes, e até mesmo a artrose.
A esperança do médico é que cada vez um maior número de profissionais se utilize dessa associação. ''Como toda coisa nova, apesar da terapia molecular já ter 25 anos, ainda gera controvérsia. Isso é muito mais produto de desconhecimento na área de bioquímica, que falta de provas. Mas cada vez mais médicos estão implementando tratamentos com a ortomolecular'', ressalta.


