Brasília, 15 (AE) - O ministro da Previdência Social, Waldeck Ornélas, voltou a frisar hoje que é importante ser encaminhada ainda este ano ao Congresso a proposta de emenda constitucional (PEC) que cria a cobrança previdenciária dos servidores públicos inativos.
De acordo com o ministro, na reunião de amanhã (16) entre o presidente Fernando Henrique Cardoso e os 15 governadores, os representantes do governo federal pretendem ouvir as propostas para solução da questão da Previdência.
Ornélas afirmou que considera importante sair da reunião com o apoio dos governadores ao encaminhamento da proposta ao Legislativo. Ressaltou, no entanto, que só o apoio dos governadores não significa que, logo após a reunião de amanhã, necessariamente o governo vá enviar a proposta.
Ornélas disse que não acredita na existência de uma "resistência" dentro do Congresso à idéia de instituição da cobrança da contribuição previdenciária dos servidores públicos inativos.
Lembrou que o Congresso aprovou um projeto de lei autorizando essa cobrança e determinando o aumento progressivo da contribuição dos servidores da ativa. O ministro da Previdência Social estava referindo-se ao projeto que, aprovado pelo Congresso, transformou-se na lei que recentemente o STF declarou inconstitucional.
Ornélas afirmou ainda que o governo enviará ao Congresso uma proposta de aumento da contribuição previdenciária dos militares, independentemente da emenda destinada a criar a cobrança dos inativos.
Em relação à proposta de instituição de um teto único para os benefícios dos aposentados e pensionistas tanto do serviço público quanto da iniciativa privada, Ornélas disse que a discussão desse tema passa "eminentemente por uma avaliação política".
"A questão é saber se queremos mais recursos para educação e saúde ou se queremos pagar mais aos aposentados do setor público; é uma escolha."

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