Brasília, 08 (AE) - O ministro da Previdência Social, Waldeck Ornélas, solicitou, hoje, aos reitores das universidades brasileiras, a inclusão de matérias previdenciárias no currículo de diversos cursos, como medicina, direito e contabilidade. "A Previdência Social está órfã", disse, durante reunião do Conselho de Reitores, em Brasília. O encontro foi para divulgar o concurso de monografia sobre a Previdência Social, destinado a alunos e professores universitários.
Segundo contou Ornélas, a Previdência Social vem treinando seus quadros porque não consegue encontrar no mercado profissionais preparados para as atividades específicas desenvolvidas pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). "Falta especialização em direito previdenciário, perícia médica e atuária", disse. E garantiu que a Previdência Social é um excelente campo de trabalho que se abre para os formandos. O ministro lembrou que a previdência complementar está em expansão e que as entidades demandarão mão-de-obra especializada. Filantropia - Os reitores aproveitaram o encontro para reclamar da posição da Previdência Social com relação à filantropia. Disseram que o INSS desconhece o trabalho desenvolvido pelas universidades nessa área. Ornélas não deixou passar a crítica. "Nunca recebi nenhuma proposta que fosse capaz de separar o trabalho sério da malandragem", argumentou.
Segundo o ministro, o governo adotou medidas sérias e corretas nessa área, sendo o novo modelo de crédito educativo um exemplo disso. Ele lembrou que a nova legislação sobre filantropia, derrubada no Supremo Tribunal Federal (STF), visava dar uma abordagem clara ao setor. "A Previdência não é extensão do Tesouro, é um seguro do trabalhador", afirmou.
O ministro ainda declarou que se lembrava muito bem do fato de as universidades e colégios católicos aumentarem em até 30% a mensalidade, alegando que tinham que pagar a Previdência Social. Comentou que não conseguiu cobrar e que a lei, questionada na Justiça, acabou derrubada no Supremo. "Não vi ninguém voltar atrás, reduzindo as mensalidades e devolvendo o dinheiro cobrado a mais dos alunos", ponderou.

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