Ornelas: líderes tentam votar projeto de inativos este mês
Brasília, 14 (AE) - Acabou no início da tarde a reunião do ministro da Previdência Social, Waldeck Ornélas, com os líderes dos partidos aliados e com diversos parlamentares para elaborar o projeto que cria a contribuição previdenciária para inativos e pensionistas e aumenta a alíquota para servidores.
No encontro, todos os líderes partidiários presentes e os consultados por telefone concordaram em defender junto às suas bancadas a votação do projeto na Câmara dos deputados ainda neste mês, durante a convocação extraordinária. Os parlamentares chegaram a um consenso sobre os principais pontos do projeto que serão detalhados pelos técnicos do ministério durante o fim de semana e apresentados às bancadas dos partidos aliados na próxima terça-feira pelo ministro da Previdência.
Seguindo o líder do governo na Câmara, Arnaldo Madeira, estão contemplados no projeto tratamento especial para os servidores com mais de 70 anos e para os inativos inválidos que haverá alíquotas diferenciadas que serão calculadas da mesma forma que as alíquotas do imposto de renda. A decisão dos líderes em defender a votação da matéria que já foi derrotada quatro vezes na Câmara é consequência do agravamento da crise. O líder do PFL, Inocêncio Oliveira, disse que o projeto tem que começar a ser discutido na Câmara e não no Senado. Caso contrário permaneceria a dúvida sobre sua aprovação pelos deputados.
``Queremos fazer uma sinalização ao País e ao mercado de que o projeto atende aos interesses dos que defendem o ajuste', afirmou. Segundo o líder, o projeto já é de conhecimento dos parlamentares e pode receber urgência em um dia e ser votado no dia seguinte. Inocêncio argumentou que os líderes entenderam que era imporante a aprovação do projeto, principalmente depois que o mercado externo demonstou desconfiança do ajuste fiscal brasileiro após a derrota dessa medida e após a moratória de Minas Gerais. ``É uma visão injusta pois já aprovamos cerca de 70% do ajuste, mas pretendemos dar esta sinalização positiva', disse.





