Origens apontam para Angola
Não se conhece exatamente a origem da capoeira. Historiadores, africanistas e folcloristas discutem atualmente as raízes do jogo, utilizado por negros alforriados ou foragidos durante o período do Brasil Colonial para a defesa da liberdade. As origens remotas apontam para a Angola, um dos maiores exportadores de trabalho escravo para o Brasil até a abolição, em 1888.
O próprio nome, de origem tupi-guarani (que significa mato baixo) não fornece muitas explicações. Segundo o Dicionário Brasileiro de Folclore, a denominação também pode ter surgido dos antigos cestos que os escravos carregavam até os mercados. Esperando a hora de serem atendidos, eles jogavam a capoeira.
Independente da origem, o jogo faz parte da história do Brasil de forma determinante. O nome foi popularizado durante as invasões holandesas, em 1624. Capoeiristas também tiveram participações importantes em fatos históricos como a Revolta dos Mercenários, soldados estrangeiros contratados para a guerra do Paraguai, que teriam se rebelado e foram rechaçados pelos capoeiristas. Alguns historiadores acreditam que até Dom Pedro I fazia uso dos lutadores na Guarda Real, tamanho era o respeito que os capoeiristas adquiriram como bons brigadores.
Depois de ser popularizada em grandes centros, como Rio de Janeiro, São Paulo e Salvador, em 1890, o uso de lutadores como seguranças para negócios proibidos forçou a Coroa Portuguesa a tentar extinguir a capoeira. Um decreto despachado pelo imperador chegou a acabar com o jogo, que só voltou a cair nas graças da população após a criação de métodos de didática e a ser ensinada como uma arte marcial. Hoje, é uma das técnicas de luta mais populares do mundo. (Alan Maschio)





